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Correio Braziliense

Advogados não querem encontro de Trump com procurador especial

O procurador especial Robert Mueller investiga a suposta interferência russa na campanha eleitoral de 2016


postado em 06/02/2018 07:45 / atualizado em 06/02/2018 07:54

Washington, Estados Unidos - Os advogados do presidente americano Donald Trump o aconselharam a rejeitar um encontro com o procurador especial Robert Mueller, que investiga a suposta interferência russa na campanha eleitoral de 2016, informou o jornal The New York Times.

O próprio Trump, no entanto, repetiu diversas vezes que gostaria de falar com Mueller sobre a investigação em curso, que pretende determinar se a equipe de campanha do republicano estabeleceu um conluio com a Rússia para prejudicar a candidata democrata Hillary Clinton e se praticou obstrução de justiça. "Eu estou ansioso para isso, na verdade", afirmou Trump no mês passado, antes de acrescentar: "Submeto a meus advogados e tudo isso".

O presidente destacou que inclusive prestaria depoimento sob juramento. Um interrogatório de Mueller não aconteceria sob juramento, mas mentir para investigadores federais é um crime. O jornal The New York Times cita quatro pessoas próximas à questão que afirmam que os advogados do presidente estão preocupados com a possibilidade de uma acusação de mentir aos investigadores, já que previamente ele fez declarações falsas e caiu em contradição.

As fontes destacam que o advogado John Dowd e seu auxiliar Jay Sekulow, o advogado pessoal de Trump de longa data Marc Kasowitz e vários assessores da Ala Oeste da Casa Branca pretendem resistir ao pedido de encontro, alegando que Mueller não tem posição legal para alguns temas que investiga. No entanto, uma recusa poderia levar Mueller a emitir uma intimação para que o presidente testemunhe diante de um grande júri, o que provocaria uma batalha que seria definida pela Suprema Corte.

Também poderia resultar em acusações de Trump oculta informações, o que representaria uma dolorosa distração para os republicanos que disputarão as eleições de meio de mandato de novembro.

O jornal recorda que Dowd discute uma eventual entrevista com a equipe de Mueller desde dezembro e que o advogado da Casa Branca, Ty Cobb, é um dos poucos assessores de Trump que recomenda a cooperação com o procurador especial.

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