Publicidade

Correio Braziliense

Casais promovem 'Beijaço' em Buenos Aires para protestar contra homofobia

No início deste ano, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede em San José, ditou uma sentença em que pede aos países do continente que reconheçam o casamento homossexual com plenos direito


postado em 06/02/2018 19:32

(foto: Juan Mabromata / AFP )
(foto: Juan Mabromata / AFP )

Buenos Aires, Argentina - Vários casais participaram de um "beijaço" nesta terça-feira (6/2) em frente aos tribunais de Buenos Aires para protestar contra a ação interposta a uma mulher brevemente detida no ano passado, em um caso que as ativistas denunciaram como homofobia.

Mariana Gómez e sua esposa, Rocío Girat, denunciaram ter sido vítimas de homofobia e que a detenção ocorreu porque se abraçaram e beijaram em público.

Gómez foi detida e acusada de desacato à autoridade em outubro, quando estava com Girat na saída de uma estação de metrô. As mulheres sustentam que um agente policial apreendeu Gómez com o argumento de que fumava em um espaço não autorizado, mas que, na realidade, foi uma represália por terem se beijado em público.

Leia as últimas notícias de Mundo

"Sim, estávamos nos abraçando. É a primeira vez que prendem uma pessoa por fumar. Em todo caso, isso é uma infração que se pune com multa", disse Girat à AFP. "Estávamos nos despedindo porque íamos trabalhar", declarou Gómez. Girat assinalou que sua parceira "ficou algemada por três horas. Eu já tinha a certidão de casamento e mostrei. Mas o policial escreveu na planilha que era solteira, com o que fica claro que houve homofobia".

No protesto em frente aos tribunais, as duas jovens estiveram acompanhadas por seu advogado e dezenas de ativistas com cartazes e bandeiras. "Falavam como se fossemos amigas, quando estávamos casadas. Vamos apresentar a apelação", enfatizou Girat.

Gómez e Girat se casaram há dois anos. A Argentina foi o primeiro país da América Latina a aprovar o casamento igualitário, em 2010. O casamento igualitário também é legal em Brasil e Uruguai (2013), Colômbia (2016), e em uma parte do México (2009 em diante).

No início deste ano, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede em San José, ditou uma sentença em que pede aos países do continente que reconheçam o casamento homossexual com plenos direitos.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade