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Correio Braziliense

Atentado em mesquita deixa um morto e 62 feridos na Líbia

Até o momento, nenhum grupo reivindicou o ataque. A cidade é a segunda maior da Líbia e, em janeiro deste ano, sofreu um duplo atentado que deixou 40 mortos


postado em 09/02/2018 11:51 / atualizado em 09/02/2018 13:15

Em 23 de janeiro deste ano, a cidade de Benghazi foi alvo de um duplo atentado(foto: Abdullah Doma/ Agência France-Presse)
Em 23 de janeiro deste ano, a cidade de Benghazi foi alvo de um duplo atentado (foto: Abdullah Doma/ Agência France-Presse)

Benghazi, Líbia - Uma pessoa morreu e 62 ficaram feridas em um atentado nesta sexta-feira (9/2) numa mesquita em Benghazi, a segunda maior cidade da Líbia, informou uma fonte hospitalar.
 
Duas bombas explodiram no início da oração semanal no interior da mesquita Saad Ibn Abu Abada, no centro de Benghazi, 1000 km a leste da capital de Trípoli, indicou uma fonte da segurança.
 
Um dispositivo explosivo foi colocado em um caixão no pátio da mesquita e o outro na entrada, em um armário de calçados. Testemunhas disseram que viram ambulâncias transportando feridos.
 
De acordo com Fadia al-Barghathi, porta-voz do principal hospital de Benghazi, Al-Jala, 62 feridos e um morto foram transportados para o estabelecimento.
 
Este atentado não foi reivindicado, mas ilustrou a instabilidade persistente nesta região controlada pelas forças do controverso marechal Khalifa Haftar, hostil ao governo em Trípoli e reconhecido pela comunidade internacional.
Histórico de violência

Histórico de violência

Benghazi é a segunda maior cidade da Líbia e sofreu um duplo atentado em 23 de janeiro, igualmente em frente a uma mesquita, que matou quase 40 pessoas. Em 11 de setembro de 2012, um ataque ao consulado americano matou o embaixador Christopher Stevens e outros três americanos.
 
A cidade tem sido particularmente afetada pela violência na Líbia, principalmente contra representações diplomáticas e forças de segurança. Mais de seis anos após a revolta que derrubou o ditador Muammar Khaddafi, a Líbia segue mergulhada na insegurança e rivalidades políticas.

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