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Correio Braziliense

Kremlin afirma que não há provas de interferência russa em eleições dos EUA

Treze russos foram acusados nos Estados Unidos por tentativa de favorecer a campanha de Donald Trump


postado em 19/02/2018 09:06


Moscou, Rússia - Não há provas significativas de que o governo russo tentou influenciar as eleições presidenciais americanas, afirmou nesta segunda-feira (19/2) o Kremlin, depois que 13 russos foram acusados nos Estados Unidos por tentativa de favorecer a campanha de Donald Trump. "Seguimos sem ver provas significativas de que alguém teria se envolvido nas eleições americanas", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A justiça dos Estados Unidos acusou formalmente na sexta-feira 13 cidadãos russos, incluindo uma pessoa próxima ao presidente Vladimir Putin, e três empresas por terem favorecido em 2016 a candidatura de Donald Trump.

O documento de acusação, no entanto, não menciona conivência entre a equipe de campanha de Trump e o governo russo, com uma referência apenas a "cidadãos russos". "Não há nenhum indício de que o governo russo estaria envolvido", completou Peskov. "Por isto insistimos que consideramos estas provas infundadas, não as consideramos em nada exaustivas ou legítimas e não podemos concordar com elas", disse.

"A Rússia não se envolveu ou não costuma envolver-se nos assuntos de outros países. E não faz isto atualmente", concluiu Peskov.

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, já havia denunciado no sábado em Munique as acusações americanas como "falatório".

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