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Correio Braziliense

Britânico é condenado a 32 anos de prisão por mais de 130 crimes virtuais

Matthew Falder é culpado de 137 crimes virtuais e se passava por mulher para conseguir a confiança das vítimas


postado em 19/02/2018 12:35

Matthew Falder fingia ser mulher para se aproximar de suas vítimas(foto: Marcos Santos/USP Imagens)
Matthew Falder fingia ser mulher para se aproximar de suas vítimas (foto: Marcos Santos/USP Imagens)
Londres, Reino Unido - Um cientista britânico considerado culpado de 137 crimes online, incluindo incitação ao estupro de uma criança de quatro anos, foi condenado nesta segunda-feira (19/2) a 32 anos de prisão em Birmingham.

Matthew Falder, de 29 anos, que se apelidava "evilmind" (mente do mal) e "666devil" (666diabo), fingia ser uma mulher, uma artista, para se aproximar de suas vítimas e pedir a elas para enviar fotos nuas.

Ele teria feito mais de 50 vítimas, de crianças muito jovens a pessoas na casa dos 30 anos. Postava e comentava imagens degradantes das vítimas em sites, de acordo com a Agência Nacional do Crime (NCA). Também filmou conhecidos durante o banho, depois de instalar câmeras escondidas em vários locais.

O juiz Philip Parker descreveu "uma história de depravação sem limites", cujos efeitos sobre as vítimas foram "devastadores".

O britânico é cientista político, tem 29 anos, e já fez mais de 50 vítimas(foto: Handout / National Crime Agency / AFP)
O britânico é cientista político, tem 29 anos, e já fez mais de 50 vítimas (foto: Handout / National Crime Agency / AFP)
"Falder é um indivíduo extremamente manipulador que claramente tem prazer em humilhar suas muitas vítimas (...) Ele deliberadamente atacava vítimas jovens e vulneráveis, pelo menos três das quais tentaram se suicidar", disse o promotor em um comunicado.

O geofísico, formado pela prestigiada Universidade de Cambridge, e pós-doutorando na Universidade de Birmingham, foi preso em seu local de trabalho em junho de 2017 e reconheceu os fatos.

"Em trinta anos de carreira, nunca vi crimes tão horríveis, cujo único propósito é causar sofrimento e angústia", comentou um dos  investigadores, Matt Sutton, citado pela NCA.

"Foi uma investigação extremamente complexa sobre um prolífico predador on-line que durante vários anos acreditou que poderia escapar da lei e explorar sexual e sadisticamente as vítimas vulneráveis", disse ele.

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