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Correio Braziliense

Coreia do Norte considera novas sanções americanas 'um ato de guerra'

Mais cedo, no entanto, general do país disse que Coreia do Norte estava disposta a dialogar com os Estados Unidos


postado em 25/02/2018 13:47 / atualizado em 25/02/2018 17:13

O general norte-coreano Kim Yong-chol (D): mensagem conciliadora nos Jogos de Inverno(foto: AFP)
O general norte-coreano Kim Yong-chol (D): mensagem conciliadora nos Jogos de Inverno (foto: AFP)

 
Ao mesmo tempo em que concordou em iniciar um diálogo com os Estados Unidos, a Coreia do Norte publicou uma nota neste domingo na qual diz considerar as novas sanções impostas por Washington sobre o regime de Kim Jong-un "um ato de guerra".

Em comunicado publicado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, o Ministério das Relações Exteriores disse que os EUA estão tentando trazer "outra nuvem negra de confronto e guerra sobre a Península da Coreia ao anunciar enormes sanções".
 
"Se os EUA ignorarem nossos sinceros esforços de melhorar as relações intercoreanas (...) e insistirem em nos provocar, teremos uma mão firme e lidaremos com isso da nossa própria maneira de reação", aponta a nota. "Se as tensões na Península da Coreia ficarem à beira da guerra graças às ações inconsequentes nos EUA, todas as consequências catastróficas resultantes disso serão atribuídas aos EUA".  
 
Na última sexta-feira (23), o Departamento do Tesouro americano anunciou novas punições contra a Coreia do Norte que afetam 27 entidades e 28 embarcações, sob a premissa de prejudicar as exportações e isolar ainda mais o país.
 

Mais cedo, sinalização de diálogo 


Mais cedo, o responsável pelas relações intercoreanas do Partido Trabalhista da Coreia do Norte, o general Kim Yong-chol, disse que o regime estaria disposto a dialogar com os EUA. A sinalização acontece em meio aos Jogos Olímpicos de Inverno sediados na cidade sul-coreana PyeonChang, que tiveram a participação da Coreia do Norte de última hora. O evento terminou neste domingo e contou com a presença da filha mais velha do presidente americano, Donald Trump, e do general Kim Yong-chol.
 
Kim Yong-chol participou de uma reunião com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, na qual foi discutida uma proposta de diálogo com os Estados Unidos. 

A Casa Branca evitou subir o tom e preferiu elogiar a proposta de diálogo da Coreia do Norte, afirmando que ela representa o primeiro passo para a desnuclearização da península coreana.

"Nós estamos vendo a mensagem de hoje de Pyongyang, que eles estão dispostos a manter conversas, representa o primeiro passo em direção a um caminho pela desnuclearização", disse a Casa Branca, por meio de nota.

"A desnuclearização da península coreana tem de ser feita em diálogo com Pyongyang. A máxima pressão continua contra a Coreia do Norte e o governo Trump está comprometido com desnuclearização", afirmou a Casa Branca.

A sinalização de um diálogo entre as partes acontece em meio aos Jogos Olímpicos de Inverno, que tiveram a participação da Coreia do Norte de última hora. O evento termina neste domingo e contará com a presença da filha mais velha do presidente americano, Donald Trump, e do general Kim Yong-chol. 

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