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Correio Braziliense

Vladimir Putin ordena trégua humanitária em Guta Oriental

O reduto rebelde é alvo constante de ataques do regime Sírio, desde domingo (18/2)


postado em 26/02/2018 11:10 / atualizado em 26/02/2018 11:53

O presidente russo ordenou trégua em Guta Oriental a partir desta terça-feira (27/2)(foto: Yuri Kadobnov / AFP)
O presidente russo ordenou trégua em Guta Oriental a partir desta terça-feira (27/2) (foto: Yuri Kadobnov / AFP)
Moscou, Rússia - O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que a partir desta terça-feira (27/2) se instaure uma trégua humanitária em Guta Oriental, reduto dos rebeldes que são alvo de uma intensa ofensiva na Síria, informaram as agências russas.

"Sob ordem do presidente russo e com o objetivo de evitar perdas entre os civis de Guta Oriental, uma trégua Oriental será instaurada a partir de 27 fevereiro, das 9h às 14h(local)", indicou o ministro russo da Defesa, Serguei Choigou, citado pelas agências russas.
 
Segundo Shoigu, "corredores humanitários" serão estabelecidos para permitir a evacuação dos civis. "As coordenadas estão prontas e serão divulgadas em breve", precisou.

Esta medida é anunciada após a adoção pelo Conselho de Segurança da ONU de uma resolução exigindo "sem demora" um cessar-fogo humanitário de um mês na Síria, enquanto mais de 550 civis foram mortos em oito dias de ataques do regime neste reduto rebelde, localizado perto de Damasco.

O texto precisou de mais de quinze dias de negociações para obter a aprovação da Rússia, aliada do regime de Bashar Al-Assad.

Os ataques aéreos e tiros de artilharia do regime em Ghuta Oriental continuavam nesta segunda-feira, apesar de aparentemente terem diminuído de intensidade, fazendo 17 mortos entre civis, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Moscou já havia estabelecido uma trégua unilateral em Aleppo em 2016 para permitir a evacuação de civis e a retirada de combatentes, antes que o regime retomasse inteiramente o controle da cidade;

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, acusou nesta segunda-feira os rebeldes de Ghuta Oriental de "fazer a população local de refém", chamando a situação de muito tensa. 
 

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