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Correio Braziliense

Chanceler da Venezuela nega crise humanitária no país

No país, a população sofre as consequências de uma enorme inflação, além de escassez de alimentos e medicamentos


postado em 26/02/2018 11:21

Arraeza afirmou que não existe crise humanitária no país, apesar da situação de penúria que afeta parte da população(foto: Erika Santelices / AFP)
Arraeza afirmou que não existe crise humanitária no país, apesar da situação de penúria que afeta parte da população (foto: Erika Santelices / AFP)
Genebra, Suíça - O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou nesta segunda-feira (26/2), no Conselho de Direitos Humanos da ONU, que não existe crise humanitária no país, apesar da situação de penúria que afeta parte da população.

"Se pretende fazer que o mundo acredite que na Venezuela há uma crise humanitária, um velho truque unilateralista", disse em um discurso em Genebra.

Arreaza fez menção, mas sem uma citação direita, a Colômbia, onde o presidente Juan Manuel Santos denuncia uma crise humanitária que, segundo números de seu governo, levou 500 mil venezuelanos a atravessar a fronteira.

O chanceler também criticou o que chamou de "relatórios sem fundamento" do Alto Comissariado das Nações Unidas, assim como os especialistas da ONU que "publicam diagnósticos a partir de fontes insólitas, sem jamais terem visitado a Venezuela".

A situação na Venezuela, onde a população sofre as consequências de uma enorme inflação e da escassez de alimentos e medicamentos, é objeto de controvérsia entre o governo de Caracas e vários países e instituições internacionais, que insistem em descrever uma situação grave.

Nesta segunda-feira, os chanceleres da União Europeia (UE) debatem a situação de uma Venezuela em "horas críticas", nas palavras da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

Arreaza também citou as eleições presidenciais convocadas para 22 de abril, nas quais Nicolás Maduro aspira a reeleição. A coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD) decidiu não participar no pleito, que acusa de fraude.

"Teremos eleições livres, soberanas, transparentes, em 22 de abril", afirmou o chanceler.

bur/pc/age/fp

© Agence France-Presse

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