Publicidade

Correio Braziliense

Brasileiro é acusado de contrabando de armas por justiça dos EUA

O homem foi preso na última sexta-feira (23/2) por ter organizado um envio clandestino de 60 fuzis semiautomáticos para o Rio de Janeiro


postado em 28/02/2018 09:00

Miami, Estados Unidos - O brasileiro Frederik Barbieri foi apresentado formalmente nessa terça-feira (27) perante um tribunal do sul da Flórida, onde lhe acusaram de tentar contrabandear armas pesadas para seu país, razão pela qual foi preso na sexta-feira.

Depois da leitura das acusações, o tribunal agendou uma nova audiência para quinta-feira (1º/3). Barbieri se apresentou vestindo o uniforme marrom claro do sistema carcerário da Flórida, e com as mãos e os pés algemados.

Na saída da audiência desta terça, o advogado de Barbieri, Leonard Fenn, disse à imprensa que a reunião foi dedicada a "assegurar que (Barbieri) tenha defesa legal, de maneira a estar protegido nas audiências posteriores. Foi o que fizemos hoje".

Fenn acrescentou que a situação era "sumariamente estressante" para Barbieri, e acrescentou que o brasileiro "nunca antes teve um problema legal desta natureza".

Frederik vive nos EUA desde 2010(foto: Polícia Civil do Rio de Janeiro)
Frederik vive nos EUA desde 2010 (foto: Polícia Civil do Rio de Janeiro)
Barbieri havia sido preso na sexta-feira (23/2) em uma casa de Port Saint Lucie, ao norte de Miami, por ter organizado um envio clandestino de 60 fuzis semiautomáticos ao Rio de Janeiro, carregamento que foi interceptado pelas autoridades locais.

Fontes judiciais não identificadas informaram à imprensa de Miami que na casa onde Barbieri foi preso os agentes encontraram outros 40 fuzis que estavam escondidos no jardim e que pretendia enviar ao Brasil.

No sábado, o Ministério brasileiro da Justiça anunciou que pediu a extradição de Barbieri.

"A detenção foi muito importante para acabar com um esquema sofisticado de envio de armas de guerra dos Estados Unidos para o Brasil (...) Barbieri era o maior traficante de fuzis dos Estados Unidos até o Brasil", disse à imprensa Fabrício Oliveira, chefe da Delegacia Especializada em Armas no Rio de Janeiro.

O delegado acusou o detido de ser o responsável pelo envio no ano passado de 60 fuzis ao Rio de Janeiro e de "dezenas de outros carregamentos".

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por sua vez, informou em junho que os 60 fuzis AK 47, G3 e AR-15 encontrados no terminal de cargas do Aeroporto Internacional do Galeão provinham de Miami junto com equipamentos para piscinas.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade