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Correio Braziliense

Grande rede esportiva dos EUA anuncia o fim das vendas de fuzis

Depois do tiroteio mais letal em uma escola do país nos últimos cinco anos, a empresa fundada há 70 anos em Nova York também anunciou que, a partir de agora, só venderá armas para maiores de 21 anos


postado em 28/02/2018 14:31

 A Dick's Sporting Goods ainda pediu ao Congresso para reformar as leis de controle de armas(foto: SCOTT OLSON / AFP PHOTO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA )
A Dick's Sporting Goods ainda pediu ao Congresso para reformar as leis de controle de armas (foto: SCOTT OLSON / AFP PHOTO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA )


Nova York, Estados Unidos -
Uma das maiores redes de artigos esportivos dos Estados Unidos, a Dick's Sporting Goods anunciou nesta quarta-feira (28/2) que vai deixar de vender fuzis após o massacre que deixou 17 mortos em uma escola na Flórida.

Depois do tiroteio mais letal em uma escola do país nos últimos cinco anos, a empresa fundada há 70 anos em Nova York também anunciou que, a partir de agora, só venderá armas para maiores de 21 anos, além de não oferecer mais tambores de alta capacidade. 

A decisão marca um posicionamento mais duro do setor privado, após a inédita mobilização de jovens estudantes que sobreviveram à tragédia na escola secundária de Parkland, símbolos da luta pelo controle de armas no país. 

Com um fuzil AR-15, Nikolas Cruz, ex-aluno da escola Parkland, na Flórida, matou 14 alunos e três professores em 14 de fevereiro. "Acreditamos que o presente mais precioso desta nação são suas crianças. São nosso futuro. Devemos lhes oferecer segurança", afirmou a Dick's Sporting Goods em sua conta no Twitter.

Em nota, o presidente da empresa, Edward Stack, revelou que, em novembro de 2017, vendeu armamento a Cruz, embora "não fosse a arma, nem o tipo de arma, utilizada pelo atirador".

A Dick's Sporting Goods ainda pediu ao Congresso para reformar as leis de controle de armas, com a proibição da venda de fuzis, o aumento da idade mínima dos compradores a 21 anos e a checagem de que os compradores não possuem doenças mentais, ou problemas com a lei. 

A rede ainda sugeriu a proibição dos tambores de alta capacidade, a criação de uma base de dados universal com os nomes de pessoas para quem não se pode vender e a proibição da venda sem checagem de compradores - que às vezes acontecem em salões de armas, ou vendas privadas. 

Estudantes de Parkland organizam para 14 de março na capital do país uma grande manifestação para pedir ao Congresso que controle a venda de armas. 

Os jovens enfrentam a resistência de parlamentares republicanos e da poderosa Associação Nacional de Rifles (NRA), um lobby que há anos financia diversos congressistas. Na semana passada, várias empresas como Hertz e Delta anunciaram o fim das associações com a NRA, após receberem fortes críticas nas redes sociais.

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