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Correio Braziliense

Turquia lança operação contra Estado Islâmico, após alerta americano

O governo turco anunciou, em comunicado, a aplicação de medidas de segurança reforçada depois que informações sobre o risco de um atentado foram fornecidas pelos EUA


postado em 05/03/2018 11:47 / atualizado em 05/03/2018 13:32

Ancara, Turquia - As autoridades turcas reforçaram as medidas de segurança em Ancara, nesta segunda-feira (5/3), e fizeram uma batida contra indivíduos suspeitos de integrarem o grupo Estado Islâmico (EI), um dia depois de receberem um "alerta de segurança" americano - noticiou a imprensa local.

Hoje, 12 pessoas foram detidas, e mandados de prisão foram emitidos contra outras oito no âmbito de uma investigação contra o EI, informou a agência de notícias estatal Anadolu.

De acordo com o jornal "Hürriyet", essas detenções estão relacionadas com o anúncio feito no domingo (4/3) pela embaixada dos Estados Unidos em Ancara sobre o fechamento de todos seus serviços ao público nesta segunda-feira, "devido a um alerta de segurança".

Sem mencionar esse alerta americano, a Anadolu informou que a operação estava "prevista" e que as pessoas detidas são de "nacionalidade estrangeira", trabalhavam para recrutar combatentes para o EI e tinham contato com "as zonas de combate".

Já o governo publicou um comunicado, anunciando a aplicação de medidas de segurança reforçadas, graças a informações fornecidas pelos americanos sobre um risco de atentado.

Nos últimos anos, a Turquia foi palco de uma série de atentados letais, atribuídos (ou reivindicados) tanto por militantes curdos quanto pelo EI.

A embaixada americana em Ancara foi alvo de um atentado suicida em 2013 reivindicado por um grupo de extrema-esquerda. Um guarda turco faleceu no episódio.

As relações entre Washington e Ancara se tensionaram nos últimos meses. A Turquia condena os Estados Unidos, especialmente, por armar a principal milícia curda na Síria, as Unidades de Proteção Popular (YPG), contra a qual Ancara lançou uma ofensiva no território de Afrin, no noroeste da Síria.

A Turquia considera as YPG como uma entidade terrorista, enquanto Washington pede a Ancara que se concentre na luta contra o EI.

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