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Correio Braziliense

Bombardeios contra região síria de Guta Oriental matam 10 civis

Apoiado por seu aliado russo, o regime sírio iniciou em 18 de fevereiro uma ofensiva de grande intensidade contra o último reduto rebelde nas proximidades de Damasco


postado em 16/03/2018 07:38

(foto: Abdulmonam Eassa/AFP)
(foto: Abdulmonam Eassa/AFP)

 
Beirute, Líbano - Pelo menos 10 civis morreram em bombardeios aéreos contra o reduto rebelde de Ghuta Oriental, alvo há mais de três semanas de uma devastadora ofensiva do regime sírio, informou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O OSDH, que tem uma ampla rede de fontes na Síria, atibuiu os bombardeios - que atingiram a localidade de de Saqba pouco depois da meia-noite - à aviação da Rússia, país aliado do regime de Bashar al-Assad. Moscou já negou no passado ter bombardeado a região.

"As forças do regime tentam avançar para a localidade de Saqba", afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Apoiado por seu aliado russo, o regime sírio iniciou em 18 de fevereiro uma ofensiva de grande intensidade contra o último reduto rebelde nas proximidades de Damasco. O governo conseguiu reconquistar mais de 70% da área e os territórios que permanecem sob controle dos rebeldes foram divididos em três setores isolados, segundo o OSDH.

"Bombardeios aéreos russos e do regime atingiram várias localidades na zona sul do bastião rebelde, controlado pelo (grupo rebelde) Faylaq al-Rahman", disse Abdel Rahman.

Na quinta-feira, quase 20.000 civis da cidade de Hamuriyah e seus arredores, asfixiados por semanas de bombardeios e anos de cerco, fugiram da zona sul de Ghuta ante o avanço das forças governamentais sírias.

Em Hamuriyah, que havia sido totalmente reconquistada pelo regime, combates foram registrados durante a noite após uma contraofensiva do grupo extremista Hayat Tahrir al-Sham, presente no território, e da facção rebelde Faylaq al Rahman.

"Hayat Tahrir al-Sham e Faylaq al-Rahman retomaram quase toda a localidade, mas os combates continuam na periferia", afirmou Rahman, que também citou as mortes de 14 combatentes do regime nesta frente de batalha.

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