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Correio Braziliense

Kremlin considera 'nojenta' comparação entre Putin e Hitler

O ministro britânico de Relações Exteriores comparou a Copa do Mundo da Rússia aos Jogos Olímpicos organizados pela Alemanha de Hitler em 1936


postado em 22/03/2018 10:30 / atualizado em 22/03/2018 10:35

(foto: YURI KADOBNOV / POOL / AFP)
(foto: YURI KADOBNOV / POOL / AFP)
Moscou, Rússia -
O Kremlin denunciou, nesta quinta-feira (22/3), a declaração "nojenta", "insultante e inaceitável" do ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, que comparou o Mundial da Rússia-2018 com os Jogos Olímpicos de Berlim-1936 sob Hitler.

"Trata-se de uma declaração totalmente nojenta. Não é própria de um ministro das Relações Exteriores, do país que seja. É insultante e inaceitável", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à imprensa.

Em plena crise diplomática com a Rússia, Boris Johnson considerou "justo" comparar a Copa do Mundo que será organizada pela Rússia aos Jogos Olímpicos organizados pela Alemanha de Hitler em 1936 em Berlim, três anos antes do início da Segunda Guerra Mundial.

Também afirmou que Putin utilizaria a Copa do Mundo como a Alemanha usou as Olimpíadas.

A porta-voz do ministério russo das Relações Exteriores, Maria Zakharova, já havia declarado na quarta-feira que este tipo de paralelo era "inadmissível e indigno de um chefe da diplomacia de um Estado europeu".

As relações entre a Rússia e os países ocidentais passam por uma crise sem precedentes desde a Guerra Fria em consequência do envenenamento na Inglaterra, com um agente tóxico, de um ex-espião russo e sua filha, que permanecem internados em estado crítico.

O Reino Unido aponta a Rússia como responsável pelo ataque. Moscou alega inocência e acusa Londres de não querer ouvir suas respostas.

"Seguimos constatando a recusa do Reino Unido a cooperar realmente visando a resolução deste incidente e de estabelecer o que realmente está por trás", disse Peskov.

O porta-voz do Kremlin voltou a acusar Londres de "negar-se a proporcionar qualquer informação" à Rússia sobre este caso e basear as acusações "em nenhuma prova em absoluto e a maior parte do tempo contra qualquer lógica".

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