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Correio Braziliense

Extremista é abatido após matar três pessoas durante sequestro na França

Em uma tomada de reféns dentro de um supermercado, três pessoas morreram e quatro ficaram feridas. Toda a ação foi reivindicada pelo Estado Islâmico


postado em 23/03/2018 13:40 / atualizado em 23/03/2018 13:44

(foto: PASCAL PAVANI / AFP)
(foto: PASCAL PAVANI / AFP)
Trèbes, França -
A Polícia francesa abateu nesta sexta-feira (23/3) um homem que matou três pessoas e feriu quatro em uma violenta ação que resultou em uma tomada de reféns em um supermercado no sul da França.

Toda a ação foi reivindicada pelo grupo radical Estado Islâmico.

"O suspeito primeiro roubou um carro em Carcassonne, matou o passageiro e feriu o motorista, para depois disparar contra o ombro de um policial nas proximidades do batalhão local. Em seguida, matou duas pessoas durante uma tomada de reféns no supermercado da localidade de Trèbes", que fica a 15 minutos de Carcassone, indicaram as fontes da investigação.

Segundo estas fontes, o homem, um marroquino de 30 anos identificado como Redouane Lakdim e já vigiado por ter-se radicalizado, entrou no supermercado Super U de Trèbes no final da manhã e abriu fogo contra clientes e funcionários.

Aparentemente armado com facas, uma arma curta e granadas, gritou "Alá Akbar" ("Alá é grande") ao entrar no estabelecimento comercial, de acordo com uma testemunha.

"Ele gritou e começou a disparar várias vezes", contou um cliente do supermercado à rádio FranceInfo.

"Vi a porta do frigorífico e pedi que as pessoas fossem se esconder lá comigo. Éramos dez e ficamos lá por uma hora. Houve mais disparos e fugimos pela porta de emergência dos fundos", completou.

Depois que os demais reféns conseguiram fugir, o agressor se entrincheirou com um policial que negociava com ele e que acabou ferido na operação das forças de segurança para matar o suspeito.

Um militar que participou do assalto à loja também acabou ferido a bala.

Ataque terrorista

"Tudo leva a crer que se trata de um ataque terrorista", declarou, em Bruxelas, o presidente francês, Emmanuel Macron, que anunciou sua volta imediata para Paris.

O atirador declarou atuar em nome do EI, segundo as autoridades.

"O homem que conduziu o ataque de Trèbes no sul da França é um soldado do Estado Islâmico, que agiu em resposta aos apelos da organização de atacar os países membros da coalizão internacional", segundo um comunicado da agência de propaganda extremista Amaq postado no aplicativo Telegram.

Se confirmado o vínculo de Redouane Lakdimcom com o EI, este ataque será o primeiro em importância ocorrido desde a eleição de Macron como presidente em maio passado.

A França continua em alerta depois da série de atentados registrados desde o ataque contra a revista satírica "Charlie Hebdo" em janeiro de 2015, quando 12 chargistas morreram.

A onda de atentados jihadistas deixou um total de 238 mortos e centenas de feridos em 2015 e 2016. Vários desses ataques tiveram militares e policiais como alvo.

As autoridades temem novos atentados, apesar do aumento das medidas de segurança instauradas pelo governo. São dez mil policiais e militares espalhados pelas ruas, estações e lugares turísticos.

O Estado Islâmico, que perdeu quase todo o território que conquistou no Iraque e na Síria, onde autoproclamou um califado em 2014, geralmente ameaça a França em represália por sua participação na coalizão militar internacional que luta contra seus combatentes nos dois países.

O EI convocou seus adeptos a atacarem "infiéis" em todo mundo, e o grupo tenta se infiltrar na Europa, graças aos extremistas que deixaram a Síria com o objetivo de cometer ataques em solo europeu.

O último ataque reivindicado pelo EI na França aconteceu em Marselha, em 1º de outubro. O tunisiano Ahmed Hanachi, de 29, matou dois jovens em frente à estação Saint-Charles, aos gritos de "Alá Akbar", antes de ser abatido por militares.

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