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Correio Braziliense

Israel acusa Argentina de ceder ao ódio após cancelamento de amistoso

A embaixada de Israel em Buenos Aires anunciou a suspensão da partida pelas ameaças e provocações contra Lionel Messi


postado em 06/06/2018 07:35

(foto: Hazem Bader/AFP)
(foto: Hazem Bader/AFP)

 
Jerusalém - O ministro israelense das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, acusou a Argentina de ter cedido aos que "pregam o ódio contra Israel" ao cancelar o amistoso de futebol previsto para acontecer em Jerusalém entre as seleções dos dois países.

"É lamentável que a elite do futebol argentino não tenha resistido às pressões dos que pregam o ódio contra Israel e que tem como único objetivo violar o direito fundamental de nos defendermos e destruir Israel", escreveu Lieberman no Twitter.

A embaixada de Israel em Buenos Aires anunciou na terça-feira a "suspensão" da partida pelas "ameaças e provocações" contra Lionel Messi, "que logicamente resultaram na solidariedade de seus colegas".

Esta foi a primeira reação de um ministro israelense após o anúncio. Pouco antes das declarações de Lieberman, o ministério israelense dos Esportes não descartou a possibilidade da partida ser disputada.

"Esperamos uma decisão final. Ainda tenho uma esperança de que a decisão final pode ser diferente", declarou o diretor geral do ministério dos Esportes, Yossie Sharabi.

O jogo, previsto para sábado em Jerusalém, seria o último da preparação da Argentina para a Copa do Mundo da Rússia-2018. O país estreia no Mundial em 16 de junho contra a Islândia.

Nos últimos dias, os palestinos pediram a Messi que participasse na partida, que chamavam de ação política de Israel. 

Na terça-feira, militantes palestinos se reuniram nas proximidades do local em que a seleção argentina treinava, em Barcelona, com um uniforme da equipe repleto de sangue. Eles gritaram para que os jogadores não disputassem a partida.

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