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Correio Braziliense

Pais de 43 estudantes desaparecidos no México exigem comissão da verdade

Os 43 estudantes de Ayotzinapa (Guerrero, sul) foram detidos arbitrariamente em 26 de setembro de 2014 por policiais de Iguala, que os teriam entregue a pistoleiros do crime organizado, que os assassinaram e incineraram, segundo a investigação oficial


postado em 07/06/2018 17:51

México, México -Familiares dos 43 estudantes desaparecidos no México em 2014 exigiram ao presidente Enrique Peña Nieto que acate uma recente sentença judicial que determina a criação de uma comissão da verdade para esclarecer este caso, ainda impune e que mantém o país indignado.

"Senhor presidente, pedimos-lhe, exigimos que acate a resolução do poder judiciário (...) e garanta, economicamente e humanamente (as condições) para realizar a comissão de investigação", disse Mario González, junto com outros pais de jovens em uma entrevista coletiva na Cidade do México.

Os 43 estudantes de Ayotzinapa (Guerrero, sul) foram detidos arbitrariamente em 26 de setembro de 2014 por policiais de Iguala, que os teriam entregue a pistoleiros do crime organizado, que os assassinaram e incineraram, segundo a investigação oficial.

Desde esse dias, somente foram encontrados e identificados os restos mortais de um dos estudantes, e, segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ninguém está sendo processado por desaparecimento forçado e não existe uma só sentença condenatória.

Na segunda-feira, o Conselho da Magistratura Federal anunciou que um tribunal ordenou criar uma Comissão de Investigação para a Verdade e a Justiça para este caso, integrada por familiares dos estudantes desaparecidos, membros da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e pelo Ministério Público da Federação.

Os pais dos jovens também pediram nesta quinta o retorno dos especialistas independentes da CIDH que apoiaram na investigação por nove meses em 2015.

Em sua resolução, o tribunal concluiu que a investigação oficial não foi rápida, efetiva, independente nem imparcial, e que "existem indícios suficientes" para presumir tortura contra os acusados.

Essa decisão foi resultado de dois recursos de revisão solicitados pelos acusados pelo crime e não pelos familiares dos estudantes.

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