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Correio Braziliense

Peru cria comissão emergencial de combate à violência contra a mulher

Em um pronunciamento, o presidente prometeu declarar como prioridade a luta à violência contra as mulheres "para lidar com esse flagelo


postado em 08/06/2018 20:37

(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)

 
O governo do Peru criou nesta sexta-feira (8/6) uma comissão de emergência para enfrentar a violência contra as mulheres, depois da morte há uma semana de uma jovem que foi queimada por um homem que a assediava.

"Em um prazo de 45 dias, a comissão vai estruturar o plano de ação e os alinhamentos da intervenção", disse o presidente Martín Vizcarra durante uma visita às novas instalações do Ministério da Mulher e Populações Vulneráveis, que atenderá 24 horas prestando serviços de orientação e ajuda às vítimas de violência.

No último sábado, em um pronunciamento, o presidente prometeu declarar como prioridade a luta à violência contra as mulheres "para lidar com esse flagelo".

A reação de Vizcarra se deve ao aumento da violência de gênero e à morte de Eyvi Ágreda, que foi encharcado com gasolina e queimada em um ônibus em 24 de abril por um ex-colega que a assediava por um sentimento não correspondido. A jovem de 22 anos morreu em 1º de junho em um hospital de queimaduras em mais de 60% de seu corpo.

A Defensoria Pública informou que no último ano e meio houve 19 ataques incendiários contra as mulheres no Peru. Os casos de violência de gênero no país cresceram 55% neste ano, segundo dados do organismo.

A comissão será presidida pelo presidente do Conselho de Ministros, César Villanueva, e integrada pelos chefes do Ministério Público, o Poder Judiciário, a Polícia Nacional, assim como dos ministérios da Mulher e Populações Vulneráveis, e de Justiça e Direitos Humanos.

Também incluirá ações para a proteção efetiva das vítimas de violência, assim como a avaliação do risco iminente para que o Poder Judiciário e a Polícia Nacional ofereçam proteção imediata às afetadas.

A formação do grupo de trabalho ocorre em meio a uma polêmica entre o Ministério Público e a polícia, devido ao fato de nesta sexta-feira, 8/6, um promotor ter liberado o motorista e o copiloto de um ônibus interprovincial acusados de estuprar a auxiliar que viajava com eles.

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