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Correio Braziliense

Vulcão de Fogo continua ativo com sete explosões por hora na Guatemala

Um novo balanço informado nesta segunda-feira, 18/6, indica que 3.613 pessoas continuam alojadas em 17 abrigos temporários.


postado em 18/06/2018 18:09

O vulcão de Fogo na Guatemala permanece ativo com sete explosões por hora, informou a defesa civil nesta segunda-feira (18/6)(foto: AFP / JOHAN ORDONEZ)
O vulcão de Fogo na Guatemala permanece ativo com sete explosões por hora, informou a defesa civil nesta segunda-feira (18/6) (foto: AFP / JOHAN ORDONEZ)

 
O vulcão de Fogo na Guatemala, cuja potente erupção deixou 110 mortos e 197 desaparecidos em 3 de junho passado, permanece ativo com sete explosões por hora, informou a defesa civil nesta segunda-feira (18/6).

"Esta manhã (de segunda-feira) foram observadas explosões moderadas e fortes, aproximadamente sete por hora, expulsando colunas de cinzas até 4.900 metros sobre o nível do mar", comentou a jornalistas o porta-voz da Coordenadoria para a Redução de Desastres (Conred), David de León.

O porta-voz explicou que as explosões geram em sua maioria retumbos moderados audíveis a 10 km em volta do vulcão, e que foram registradas avalanches em três bacias naturais do colosso de 3.763 metros de altura, situado 35 km ao sudoeste da capital.

Espera-se chuvas para a tarde e noite desta segunda-feira, 18/6, o que aumenta a probabilidade de lahares pelas faces do vulcão, formados por lama e sedimento vulcânico que devastam tudo por onde passam.

No domingo, 17/6, as autoridades deram por concluídas as buscas de quase 200 desaparecidos na zona devastada por uma violenta erupção do vulcão de Fogo.

De León indicou que a decisão de suspender definitivamente as buscas das quase duas centenas de desaparecidos foi tomada depois de uma reunião com as autoridades do departamento de Escuintla (sul), a área mais afetada pela fúria vulcânica.

"Foi determinado que as ações de busca seriam suspensas definitivamente nas comunidades San Miguel Los Lotes e El Rodeo, do município de Escuintla, (...) porque a zona é inabitável e de alto risco", comentou o funcionário da Conred.

Um novo balanço informado nesta segunda-feira indica que 3.613 pessoas continuam alojadas em 17 abrigos temporários.

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