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Correio Braziliense

Justiça condena jovem que matou namorado a prisão perpétua na Argentina

É o primeiro caso de sentença à prisão perpétua para uma mulher tão jovem, de acordo com a imprensa local


postado em 03/07/2018 20:00 / atualizado em 03/07/2018 20:07

É o primeiro caso de sentença à prisão perpétua para uma mulher tão jovem, de acordo com a imprensa local(foto: Ricardo Santellan / Noticias Argentinas/ AFPPhoto)
É o primeiro caso de sentença à prisão perpétua para uma mulher tão jovem, de acordo com a imprensa local (foto: Ricardo Santellan / Noticias Argentinas/ AFPPhoto)

 
Nahir Galarza, uma estudante de Direito de 19 anos, foi condenada nesta terça-feira (3/7) à prisão perpétua por um tribunal que a considerou culpada de assassinar com dois tiros o seu namorado de 20 anos na cidade argentina de Gualeguaychú.

Galarza mantinha um relacionamento tempestuoso com o estudante morto, Fernando Pastorizzo. É o primeiro caso de sentença à prisão perpétua para uma mulher tão jovem, de acordo com a imprensa local.

O juiz Mauricio Derudi, presidente do tribunal, disse, ao ler a sentença, que se tratou de um "homicídio qualificado por ser de uma pessoa com quem manteve relação amorosa".

O crime ocorreu na madrugada de 29 de dezembro de 2017. Galarza disse no julgamento que os disparos foram acidentais durante uma discussão. A arma era de 9 milímetros do pai da menina, um policial da cidade, localizada a 230 quilômetros ao norte de Buenos Aires.

O primeiro disparo ocorreu quando os dois estavam em uma motocicleta dirigida por Pastorizzo. O segundo foi com o rapaz no chão, segundo as perícias judiciais.

"Eu conhecia o meu filho. Embora não se conheça os detalhes de um relacionamento, mais ainda de adolescentes, sabia que ele não era violento", afirmou Silvia Mantegazza, mãe de Pastorizzo. Galarza declarou ao tribunal que o jovem tinha feito ameaças e a espancava.

Testemunhas durante o julgamento afirmaram que a menina era violenta.

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