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Correio Braziliense

Ex-ministro israelense é julgado hoje por acusação de acusado de espionagem

A polícia acusa Segev de ter repassado a partir de 2012, quando morava na Nigéria, informações sobre a localização de unidades do serviço secreto israelense e a identidade dos agentes


postado em 05/07/2018 07:59

Jerusalém - O julgamento de Gonen Segev, ex-ministro israelense acusado de espionagem a favor do Irã, começou nesta quinta-feira em Jerusalém.

Gonen Segev, ministro de Energia e Infraestruturas entre 1995 e 1996, é acusado de espionagem, assistência ao inimigo em período de guerra e de divulgar informações com a intenção de prejudicar a segurança do Estado.

"É difícil ignorar a gravidade deste caso, que implica um ex-ministro acusado de espionagem a favor do maior inimigo de Israel", declarou à imprensa a promotora Geoula Cohen.

O advogado de Segev, Moche Mazor, manifestou o desejo de que o julgamento permita que o caso "recupere sua justa proporção".

A polícia acusa Segev de ter repassado a partir de 2012, quando morava na Nigéria, informações sobre a localização de unidades do serviço secreto israelense e a identidade dos agentes.

Parte das acusações está sob sigilo e o julgamento acontece a portas fechadas.

Segev foi detido em maio no aeroporto Ben Gurion, perto de Tel Aviv, mas a informação não foi divulgada até 18 de junho, data em que o Shin Beth, o serviço de inteligência interna, anunciou a prisão do ex-ministro.

De acordo com o Shin Beth, Segev se reuniu com seus contatos iranianos em várias oportunidades em diferentes países.

Segev foi eleito deputado em 1992 por um partido de extrema-direita, que abandonou para votar a favor dos acordos de Oslo II em outubro de 1995, a continuidade do acordo de Oslo assinado por Israel e os palestinos.

Depois foi nomeado ministro de Energia e Infraestruturas.

Em 2003, Segev, médico de profissão, foi condenado a um ano de prisão com suspensão condicional da pena por uma tentativa de fraude com um cartão de crédito.

Em 2004, o ex-ministro foi condenado a cinco anos de prisão por tráfico de droga, no caso ecstasy.

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