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Correio Braziliense

Égua que se salvou da inundação em telhado comove o Japão

Inundações e deslizamentos já mataram mais de 170 pessoas, transformando-se na maior tragédia climática no país desde 1982


postado em 11/07/2018 10:44 / atualizado em 11/07/2018 10:51

(foto: Peace Winds Japan / AFP)
(foto: Peace Winds Japan / AFP)
Leaf, uma mini-égua que se refugiou em um telhado para se salvar das inundações comoveu o Japão, atingido há vários dias por chuvas torrenciais que deixaram 179 mortos.

Mascote de um lar para idosos da cidade de Kurashiki (oeste), Leaf, a éguinha de 9 anos e crina vermelha, ficou vários dias sobre um telhado até que foi resgatada pelos socorristas de uma associação humanitária.

Leaf foi vista na segunda-feira pelas equipes de socorro que conseguiram chegar ao bairro de Mabi, totalmente inundado, para ajudar os moradores.

"Os socorristas chamaram os bombeiros. Eles disseram que sua primeira tarefa era salvar vidas humanas", explicaram. Por isso, decidiram salvá-la por meios próprios, explicou à AFP Keiko Takahashi, uma integrante do Peace Winds Japan (PWJ), uma ONG de ajuda populações vítimas de tragédias humanitárias ou catástrofes naturais.

Na hora de evacuar o lar de idosos ante a rápida alta das águas, os funcionários do local tiveram de libertar os animais que faziam companhia aos pacientes por não poder levá-los juntos, contou ainda Takahashi.

Leaf conseguiu se refugir no telhado, mas não conseguiu salvar o potrinho que havia tido há poucas semanas.

Segundo Takahashi, a inundação chegou ao nível dos telhados e a égua conseguiu nadar até se colocar em segurança em um deles, onde ficou presa quando as águas baixaram.

Leaf foi alojada em um sítio e depois levada de volta ao lar de idosos, onde os funcionários explodiram em lágrimas ao ver que ela havia sobrevivido.

Tragédia japonesa


As equipes de emergência lutam para encontrar sobreviventes entre os escombros, uma possibilidade cada vez mais remota.

(foto: Martin BUREAU / AFP)
(foto: Martin BUREAU / AFP)
O porta-voz do governo, Yoshihide Suga, também citou pelo menos 10 pessoas desaparecidas, mas a imprensa informou que o número supera 50.

Esta é a maior tragédia provocada por um fenômeno meteorológico no Japão desde 1982.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que cancelou uma viagem a vários países da Europa e Oriente Médio, viajará na quarta-feira à região afetada, informou o porta-voz do governo.

Quase 8.400 pessoas que abandonaram suas casas permaneciam em refúgios nesta terça-feira, enquanto outras seguiram para as casas de parentes.

"Os 75 mil policiais, bombeiros, soldados das Forças de Autodefesa (nome do exército japonês) e da Guarda Costeira fazem o possível para ajudar os afetados, declarou Suga.

As buscas e trabalhos de limpeza prosseguiam sob um intenso sol, com temperaturas previstas de 35ºC.

Nas atuais circunstâncias os socorristas precisam "de uma grande vigilância" pelo risco de insolação e ondas de calor, assim como pela possibilidade de novos deslizamentos de terra, disse o porta-voz.

As fortes chuvas registradas entre sexta-feira e domingo provocaram grandes inundações, ondas de lama e muitos danos, que deixaram vários moradores bloqueados, apesar das ordens - não obrigatórias - e recomendações para que milhões de pessoas abandonassem suas casas.

No bairro Mabi de Kurashiki, a água começa a diminuir de nível, deixando uma camada de barro.

(foto: JIJI PRESS / AFP)
(foto: JIJI PRESS / AFP)
Socorristas percorrem as ruas cobertas de destroços arrastados pela corrente, enquanto os moradores começam a limpar a região.

"Continuamos as buscas em Mabi com oficiais das Forças de Autodefesa, verificamos cada casa para garantir que não há pessoas bloqueadas", afirmou uma fonte do governo regional de Okayama.

"Também oferecemos serviços de banho quente e distribuímos água. Sabemos que é uma batalha contra o tempo e fazemos todos os esforços possíveis", disse.

Na cidade de Kurashiki, de 483 mil habitantes, 8,9 mil casas estavam sem água corrente, um problema que afeta mais de 200 mil casas no oeste do país.

Nas áreas em que havia construções nas encostas das montanhas, os deslizamentos destruíram completamente as casas e alguns bairros foram completamente tomados pelo barro.

Em 72 horas foram registrados recordes pluviométricos em 118 pontos de observação de 15 municípios.

Mais de 70% do território japonês é formado por montanhas e colinas e muitas casas estão construídas em encostas íngremes ou em planícies suscetíveis a inundações, ou seja, zonas de risco.

Além disso, muitas casas japonesas são de madeira, especialmente as construções mais tradicionais nas zonas rurais.Ao menos 156 pessoas morreram em inundações e deslizamentos de terra provocados por chuvas torrenciais na região oeste do Japão e as equipes de emergência lutam para encontrar sobreviventes entre os escombros, uma possibilidade cada vez mais remota.

O porta-voz do governo, Yoshihide Suga, também citou pelo menos 10 pessoas desaparecidas, mas a imprensa informou que o número supera 50.

Esta é a maior tragédia provocada por um fenômeno meteorológico no Japão desde 1982.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que cancelou uma viagem a vários países da Europa e Oriente Médio, viajará na quarta-feira à região afetada, informou o porta-voz do governo.

Quase 8.400 pessoas que abandonaram suas casas permaneciam em refúgios nesta terça-feira, enquanto outras seguiram para as casas de parentes.

"Os 75 mil policiais, bombeiros, soldados das Forças de Autodefesa (nome do exército japonês) e da Guarda Costeira fazem o possível para ajudar os afetados, declarou Suga.

As buscas e trabalhos de limpeza prosseguiam sob um intenso sol, com temperaturas previstas de 35ºC.

Nas atuais circunstâncias os socorristas precisam "de uma grande vigilância" pelo risco de insolação e ondas de calor, assim como pela possibilidade de novos deslizamentos de terra, disse o porta-voz.

As fortes chuvas registradas entre sexta-feira e domingo provocaram grandes inundações, ondas de lama e muitos danos, que deixaram vários moradores bloqueados, apesar das ordens - não obrigatórias - e recomendações para que milhões de pessoas abandonassem suas casas.

No bairro Mabi de Kurashiki, a água começa a diminuir de nível, deixando uma camada de barro.

Socorristas percorrem as ruas cobertas de destroços arrastados pela corrente, enquanto os moradores começam a limpar a região.

"Continuamos as buscas em Mabi com oficiais das Forças de Autodefesa, verificamos cada casa para garantir que não há pessoas bloqueadas", afirmou uma fonte do governo regional de Okayama.

"Também oferecemos serviços de banho quente e distribuímos água. Sabemos que é uma batalha contra o tempo e fazemos todos os esforços possíveis", disse.

Na cidade de Kurashiki, de 483 mil habitantes, 8,9 mil casas estavam sem água corrente, um problema que afeta mais de 200 mil casas no oeste do país.

Nas áreas em que havia construções nas encostas das montanhas, os deslizamentos destruíram completamente as casas e alguns bairros foram completamente tomados pelo barro.

Em 72 horas foram registrados recordes pluviométricos em 118 pontos de observação de 15 municípios.

Mais de 70% do território japonês é formado por montanhas e colinas e muitas casas estão construídas em encostas íngremes ou em planícies suscetíveis a inundações, ou seja, zonas de risco.

Além disso, muitas casas japonesas são de madeira, especialmente as construções mais tradicionais nas zonas rurais.

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