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Correio Braziliense

Delegação de Trump debate no México espinhoso tema migratório

As relações entre Estados Unidos e México se tensionaram desde que Trump chegou à Casa Branca em janeiro de 2017


postado em 13/07/2018 18:20

As relações entre Estados Unidos e México se tensionaram desde que Trump chegou à Casa Branca em janeiro de 2017(foto: Brendan Smialowski/AFP)
As relações entre Estados Unidos e México se tensionaram desde que Trump chegou à Casa Branca em janeiro de 2017 (foto: Brendan Smialowski/AFP)

 
Uma delegação de altos funcionários dos Estados Unidos visita o México como ponte entre o presidente Donald Trump e o recém-eleito Andrés Manuel López Obrador, que assumirá a presidência em meio a uma tensa relação bilateral, especialmente após a última crise migratória na fronteira.
 
"Um prazer visitar o México em minha primeira viagem como secretário de Estado", escreveu nesta sexta-feira no Twitter o secretário de Estado Mike Pompeo, após aterrizar no hangar presidencial da Cidade do México. 

Com ele, chegaram em um avião oficial o assessor e genro de Trump, Jared Kushner; a secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

O "prazer", contudo, será ofuscado pela dificuldade dos temas a serem tratados: a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América del Norte (Nafta); o tráfico de armas, drogas e pessoas através dos mais de 3.000 km de fronteira compartilhada; e a "tolerância zero" de Trump para os migrantes sem documentos, que recentemente resultou na separação de milhares de crianças de seus pais após cruzar a fronteira.

O presidente Enrique Peña Nieto manifestou à comitiva visitante "sua preocupação pela política de separação de famílias migrantes instrumentalizada pelo governo americano", segundo um comunicado após um encontro na residência oficial de Los Pinos.

As relações entre Estados Unidos e México se tensionaram desde que Trump chegou à Casa Branca em janeiro de 2017, após uma campanha carregada de insultos contra os mexicanos, ataques contra o Nafta, vigente entre ambos os países e o Canadá desde 1994, assim como promessas de construir um muro fronteiriço e fazer que o México pague por ele.

Pela primeira vez na história, os presidentes não fizeram visitas oficiais.

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