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Correio Braziliense

Novo encontro Trump-Putin é bom 'para todo o mundo', diz Merkel

A chanceler prometeu continuar trabalhando para manter o elo transatlântico


postado em 20/07/2018 10:26

(foto: Tobias Schwarz / AFP)
(foto: Tobias Schwarz / AFP)
Berlim, Alemanha - A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou positiva a realização de uma nova cúpula entre os presidente dos EUA e da Rússia, assim como o convite feito por Donald Trump a Vladimir Putin para que vá aos Estados Unidos.

"Eu me alegro com cada encontro (...) desde que tenha um diálogo, em particular entre esses dois países, é uma boa coisa para todo o mundo. O fato de que nenhum presidente russo tenha ido aos Estados Unidos desde 2005, eu acho, não deve ser a norma", disse ela na entrevista coletiva anual que antecede as férias de governo.

Segundo o site do Departamento de Estado americano, Putin visitou a Casa Branca pela última vez em 2005, mas realizou outra visita bilateral de trabalho ao Maine (nordeste) dois anos depois.

Ele também participou de muitas reuniões multilaterais em solo americano, inclusive em 2015, na Assembleia Geral da ONU em que viu Barack Obama.

O ex-presidente russo Dmitri Medvedev (2008-2012) fez uma visita de trabalho a Washington em 2010.

Em meio a polêmicas depois de uma reunião de cúpula em Helsinque na última segunda-feira e de uma coletiva de imprensa durante a qual Donald Trump pareceu muito complacente com o presidente russo, o presidente dos Estados Unidos indicou na quinta-feira que convidou Putin a Washington no outono.

Sempre muito diplomática, Merkel também evitou responder diretamente a perguntas sobre as críticas que Donald Trump lançou contra a Alemanha e contra ela mesma, sobretudo, em questões comerciais, migração e nível de gastos militares.

A chanceler prometeu, porém, continuar trabalhando para manter o elo transatlântico.

"É verdade que podemos dizer que o quadro habitual (de relações) está sob pressão, mas, para nós, a cooperação transatlântica, especialmente com o presidente dos Estados Unidos, continua a ser central", garantiu.

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