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Correio Braziliense

França e Rússia fazem uma operação humanitária conjunta na Síria

Esta é a primeira vez que ambos os países colaboram em uma operação do tipo desde que a guerra na Síria começou, em 2011


postado em 21/07/2018 12:02

Châteauroux, França - França e Rússia realizaram na madrugada deste sábado (21/7) uma operação humanitária conjunta para levar material médico e produtos de primeira necessidade a um enclave sírio, cujo controle foi recuperado em abril pelo regime.

Esta é a primeira vez que ambos os países colaboram em uma operação do tipo desde que a guerra na Síria começou, em 2011.

Um avião de transporte Antonov 124 do Exército russo, com 50 toneladas de material médico e produtos de primeira necessidade fornecidos pela França, decolou às 03h00 de Châteauroux (centro da França).

O avião dirige-se à base russa de Hmeinim, no oeste da Síria, indicou à AFP o diretor do aeroporto, Mark Bottemine.

É a primeira operação humanitária conjunta da França e da Rússia na Síria. A intervenção russa no conflito a partir de 2015 em apoio ao regime de Bashar Al-Assad mudou o curso da guerra a seu favor.

"No âmbito da resolução 2401 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, este projeto visa permitir um melhor acesso à ajuda humanitária para a população civil", declarou a presidência francesa em um comunicado conjunto franco-russo. 

A ajuda, destinada à área de Ghuta Oriental, perto de Damasco, retomada em abril das mãos dos rebeldes, começará a ser distribuída ainda neste sábado sob a supervisão do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), segundo indicou o Ministério das Relações Exteriores francês na sexta-feira.

A França obteve "garantias" da Rússia de que o regime não vai obstruir a chegada da ajuda, como costuma acontecer com os comboios da ONU.

"Os russos intervieram de maneira muito decisiva para que as autorizações fossem entregues" e que a ajuda pudesse ser enviada à Síria, indicou o Ministério francês.

Depois de Aleppo, Homs e Ghuta, o regime de Bashar Al-Assad continua a reconquistar os territórios nas mãos de grupos rebeldes e jihadistas com a ajuda da Rússia, mas também do Irã e do Hezbollah libanês.  

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