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Correio Braziliense

Caso Odebrecht no México será julgado antes do final do atual governo

O escândalo que abalou os alicerces do poder político e corporativo na América Latina não tem tido grande impacto no México


postado em 24/07/2018 14:30

(foto: Nelson Almeida / AFP)
(foto: Nelson Almeida / AFP)

México - Os envolvidos no México na trama de corrupção da construtora Odebrecht serão levados aos tribunais antes do final do mandato de Enrique Peña Nieto, em 30 de novembro, informou nesta terça-feira (24/7) o chefe da Procuradoria Geral.

"Estamos falando de semanas, antes do final do mandato. Este caso será levado perante os tribunais e as pessoas terão de enfrentar a justiça em uma investigação mais aprofundada", declarou Alberto Elias Beltran, titular da Procuradoria-Geral da República (PGR) à rádio local Grupo Fórmula.

O escândalo Odebrecht, que abalou os alicerces do poder político e corporativo na América Latina levando à prisão ministros e presidentes do Brasil, Peru e Colômbia, não tem tido grande impacto no México, onde apenas uma pessoa próxima ao presidente foi apontada.

"Em razão do sigilo do processo, não posso falar o número ou nome das pessoas que poderiam ser processadas, infelizmente", acrescentou Beltrán.

Emilio Lozoya, que foi membro da equipe de campanha de Peña Nieto e então diretor da companhia estatal de petróleo Pemex foi apontado por ex-executivos da Odebrecht como suposto receptor de cerca de 10 milhões de dólares em propina para favorecer a companhia em licitações públicas,  enquanto outros também indicaram que ele teria recebido dinheiro para a campanha presidencial.

A PGR convocou Lozoya, que rejeita as acusações. A este respeito, Beltrán afirmou que Lozoya "faz parte da investigação". "Há uma série de ordens judiciais (recursos) apresentados por sua defesa", acrescentou.

Beltran explicou que, ao contrário de outros países onde a Odebrecht alcançou acordos com os governos para auxiliar nas investigações, no México a empresa foi proibida de operar.

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