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Correio Braziliense

EUA anuncia US$ 12 bi em ajuda a produtores prejudicados por tarifas

Esta foi a primeira vez que o governo Trump reconheceu que a disputa comercial do presidente está prejudicando os americanos


postado em 24/07/2018 17:11

(foto: Nova Safo / AFP)
(foto: Nova Safo / AFP)

Washington, Estados Unidos - O governo dos EUA fornecerá até US$ 12 bilhões em ajuda aos agricultores americanos prejudicados pelas tarifas de retaliação impostas por seus parceiros comerciais, anunciou o secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, nesta terça-feira (24/7). 

Essas ações objetivam "ajudar os agricultores em resposta a danos comerciais causados por tarifas de retaliação ilegais", disse Perdue a repórteres. 

Segundo o secretário, esta é uma solução de "curto prazo" para ajudar os agricultores e dar ao presidente Donald Trump tempo para negociar um acordo comercial de longo prazo.

Esta foi a primeira vez que o governo Trump reconheceu que a disputa comercial do presidente está prejudicando os americanos. Perdue disse que o Departamento de Agricultura estima os danos ao setor agrícola em US$ 11 bilhões.

Nos últimos meses, Trump se envolveu em um confronto comercial multissetorial, impondo tarifas sobre o aço, o alumínio e dezenas de bilhões de dólares em produtos chineses, o que provocou uma rápida retaliação contra os principais produtos agrícolas dos EUA, como soja e carne suína. 

Segundo os três programas de ajuda do Departamento, os agricultores receberão pagamentos diretos ou venderão o excesso de produção ao governo, disse Perdue. Além disso, o governo trabalhará para abrir novos mercados.

Isso ajudará os produtores de soja, sorgo, milho, trigo, carne de porco, laticínios, frutas, arroz e nozes, todos os produtos afetados pelas tarifas impostas em resposta à ação dos EUA. 

As ações "são uma declaração firme de que outras nações não podem intimidar nossos produtores agrícolas para forçar os Estados Unidos a cederem", disse Perdue. 

"A ação correta de outras nações seria parar o seu mau comportamento, e não retaliar com tarifas ilegais", acrescentou.

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