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Correio Braziliense

Pai de brasileira morta na Nicarágua diz acompanhar caso pela internet

Ridevando Pereira contou que ainda há poucas informações sobre as circunstâncias da morte de Raynéia


postado em 24/07/2018 18:31 / atualizado em 24/07/2018 18:48

Raynéia Gabrielle Lima se tornou a primeira vítima brasileira da repressão exercida pelas forças do governo Daniel Ortega(foto: Facebook/Reprodução)
Raynéia Gabrielle Lima se tornou a primeira vítima brasileira da repressão exercida pelas forças do governo Daniel Ortega (foto: Facebook/Reprodução)

O pai de Raynéia Gabrielle Lima, estudante morta na Nicarágua na noite da segunda-feira (23/7), disse que a família está recebendo as informações sobre o caso da filha pelas redes sociais e pela imprensa. Ao jornal O Estado de S. Paulo, Ridevando Pereira contou que ainda há poucas informações sobre as circunstâncias da morte de Raynéia.

Segundo ele, a menina estava perto de se formar como médica na Universidade Americana de Manágua (UAM) e atuava no hospital da Universidade. Ridevando acrescentou que a filha era dedicada aos estudos e não tinha interesse nas questões políticas do país. 

"Ela foi para lá só com o intuito de estudar, era muito estudiosa", afirmou, acrescentando que Raynéia não pensava em voltar para o Brasil antes de se formar, mesmo com a crescente violência e protestos contra o governo de Daniel Ortega no país. "Como ela era estrangeira, ela não opinava em nada", disse Ridevando.

Raynéia morava em Manágua há cinco anos, sozinha, e não tinha parentes no país. Natural de Pernambuco, ela era filha única por parte de mãe, mas tinha três meias-irmãs e um meio-irmão por parte de pai. Segundo Ridevando, a jovem tinha o costume de conversar com a mãe sobre sua rotina na Nicarágua. 

Em um post no Facebook, Raynéia falou de seu amor pelos pais. "É doloroso já não contar com a presença de vocês aqui pertinho", escreveu, acrescentando sentir saudades da família. "Obrigada por serem meus pais, meus amigos, meu apoio, meu tudo! Amo vocês incondicionalmente!"

A estudante planejava voltar para o Brasil quando se formasse, mas uma postagem do Facebook do dia 21 de junho mostra a possibilidade de antecipação do retorno. Na postagem, a jovem colocou seu cachorro de estimação para adoção. "Alfe, dois anos de idade, por motivo de viagem busca um novo lugar, muito brincalhão e carinhoso", escreveu. 

Na mesma rede social, Raynéia demonstrava seu amor pela natureza e prática do ioga, além de sua relação com a Nicarágua. Ela se descrevia como "nascida no Brasil, renascida na Nicarágua".

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