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Correio Braziliense

Decisão que autoriza impressão de armas em 3D causa preocupação nos EUA

Em carta aberta, cinco senadores democratas disseram que o acordo é 'assombroso'


postado em 28/07/2018 17:02

Washington - Políticos democratas expressaram preocupação com uma decisão recente que permite a distribuição gratuita nos Estados Unidos de um programa de impressão em 3D de armas de plástico, fáceis de esconder e quase impossíveis de controlar.

Depois de anos de batalhas nos tribunais, o governo americano chegou a um acordo com Cody Wilson, ativista do Texas defensor do porte de armas, sobre a fabricação caseira de armas sem controle das autoridades, por não terem número de série.

Wilson se amparou na Segunda Emenda à Constituição, que garante o direito ao porte de armas, para alcançar o acordo.

Em carta aberta, cinco senadores democratas disseram que o acordo é "assombroso" e pediram explicações ao governo do presidente Donald Trump.

"O acordo permitirá que estes manuais sejam publicados na internet para distribuição ilimitada a todos, incluindo criminosos e terroristas, tanto aqui nos Estados Unidos quanto no exterior", acrescentaram.

Na última quinta-feira, 42 deputados democratas lamentaram a decisão do governo Trump, alegando que a mesma "só agravará a epidemia de violência com armas nos Estados Unidos".

A decisão permite a "qualquer residente dos Estados Unidos (...) ter acesso, discutir, usar, reproduzir ou se beneficiar da informação", disponível ao público no site do grupo de Wilson, Defense Distributed (DD).

Além disso, o acordo, alcançado em junho, outorga ao empresário quase 40 mil dólares em conceito de perdas e danos.

No site, a empresa convida todos os interessados a baixar o programa a partir de 1° de agosto. Com esta ferramenta, qualquer pessoa que possuir uma impressora 3D - cujo custo é de cerca de 2 mil dólares - poderá construir uma arma com corpo de plástico somando mais algumas centenas de dólares.

Apesar de ter sido assinado em 29 de junho, o acordo permaneceu em sigilo até que ativistas que buscam fortalecer a regulamentação das armas no país exigiram a sua divulgação, na semana passada.

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