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Correio Braziliense

Vagas em redações de jornais nos EUA caíram drasticamente, diz pesquisa

Os números despencaram de 71.000 em 2008 para 39.000 em 2017, de acordo com o levantamento


postado em 30/07/2018 20:30


Washington, Estados Unidos - A quantidade de funcionários nas redações dos jornais americanos despencou 45% na última década, de acordo com uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (30/7).

As vagas em redações caíram de 71.000 em 2008 a 39.000 em 2017, de acordo com dados do escritório de estatísticas trabalhistas citados pelo Centro de Pesquisa Pew.

O número total de funcionários que trabalham em redações - jornais, rádio, televisão aberta e a cabo e veículos digitais - caiu 23% nesse período, de 114.000 em 2008 a 88.000 em 2017.

"Das cinco indústrias analisadas, houve crescimento importante do emprego apenas no setor das notícias digitais locais", apontou Pew. 

A quantidade de funcionários em redações de veículos digitais (não associados a publicações impressas) aumentou 79% no período, de quase 7.400 em 2008 a cerca de 13.000 em 2017, disse.

O período também foi benéfico para televisão, cujos funcionários se mantiveram praticamente inalterados (28.000 pessoas), bem como os de redações de televisões a cabo (cerca de 3.000), segundo o estudo.

Os noticiários de rádio, contudo, perderam cerca de 27% de seus funcionários, de 4.600 em 2008 a 3.300 em 2017, indicou Pew. Os jornais americanos sofreram com ondas de demissões na década passada em meio a fortes quedas de circulação e publicidade.

Na semana passada, o New York Daily News, tabloide centenário conhecido pelas manchetes provocadoras, anunciou o corte de metade da sua equipe editorial.

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