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Correio Braziliense

Australiano confessa assassinato de criança encontrado morta em mala

O caso, que chocou a opinião pública australiana, foi por muito tempo um mistério para os investigadores


postado em 31/07/2018 11:07

Sydney, Austrália - Um homem de 43 anos se declarou culpado pelo duplo assassinato de uma mãe e sua filha de dois anos, cujo esqueleto foi encontrado em uma mala perto de uma rodovia no sul da Austrália em 2015. O caso, que chocou a opinião pública australiana, foi por muito tempo um mistério para os investigadores.

Daniel James Holdom reconheceu nesta terça-feira perante a Suprema Corte do estado de Nova Gales do Sul o duplo assassinato em 2008 de Karlie Jade Pearce-Stevenson, de 20 anos, e sua filha Khandalyce Kiara Pearce.

O cadáver da mãe foi encontrado em 2010 na floresta de Belanglo, em Nova Gales do Sul, um lugar conhecido na Austrália desde os anos 1990 quando um serial killer enterrou os corpos de sete mochileiros.

Os restos mortais da menina, nascida em 2006, foram descobertos em julho de 2015 em uma mala perto de uma rodovia Wynarka, a cerca de 130 km ao sudeste de Adelaide, no sul do país, e a 1.100 km do local da primeira descoberta.

Duas chamadas para uma linha telefônica habilitada pela polícia permitiram identificar, meses depois, a  menina e posteriormente a mãe, graças a testes de DNA.

As duas vítimas eram de Alice Springs, uma cidade remota do centro da Austrália, cerca de 1.700 km ao norte de Wynarka e a 2.600 km a noroeste da floresta de Belanglo. A última vez que elas foram vistas foi em uma estrada no sul da Austrália em 2008. 

Holdom, que teve um breve relacionamento com Pearce-Stevenson, é suspeito de tê-la matado esmagando sua traqueia e deixando seu corpo na floresta, de acordo com o Daily Telegraph em Sydney, que cita documentos judiciais.

A polícia afirma que ele manteve como "troféus" as fotos do corpo da mulher.

Holdom também admitiu ter matado a menina alguns dias depois, quando a levava para a casa de sua avó, antes de deixar o corpo em uma mala ao lado da rodovia. O julgamento será em setembro.

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