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Correio Braziliense

Assad afirma às tropas sírias que a vitória está próxima

Mais de sete anos depois do início do conflito, as forças do regime conseguiram retomar regiões inteiras dos rebeldes e dos jihadistas


postado em 01/08/2018 09:58

(foto: SANA/AFP)
(foto: SANA/AFP)
O presidente sírio, Bashar al-Assad, afirmou nesta quarta-feira em uma carta aberta a suas tropas que estão próximas de triunfar na guerra, após uma série de vitórias no campo de batalha.

"Nossa vitória está próxima", escreveu no 73º aniversário da fundação do exército sírio.

Mais de sete anos depois do início do conflito, as forças do regime conseguiram retomar regiões inteiras dos rebeldes e dos jihadistas. Atualmente, as tropas do regime controlam quase dois terços do território, incluindo grande parte das principais cidades, eixos viários e postos de fronteira.

As tropas sírias contam com o apoio da Rússia e Irã, aliadas do regime de Damasco, assim como de combatentes do Hezbollah libanês e de milicianos iraquianos, iranianos e afegãos.

Os soldados conseguiram avançar no campo de batalha graças aos bombardeios violentos e também aos acordos de rendição impostos aos rebeldes, que provocaram a saída de milhares de combatentes e suas famílias de setores reconquistados pelo regime.

O presidente sírio fez referência nesta quarta-feira às operações militares e aos acordos, ao citar em sua carta as áreas retomadas de rebeldes e jihadistas.

"De Homs e Palmira a Aleppo, de Qalamun e Deir Ezzor a Guta Oriental, outras cidades e outros campos. Foram finalmente obrigados a partir - humilhados, recuaram - depois que vocês apresentaram uma antecipação da amarga derrota", escreveu Assad na carta publicada pela presidência.

As forças pró-regime tentam agora recuperar a totalidade das províncias meridionais de Deraa e Quneitra, controladas em 90% pelo governo.

Assad destacou na semana passada que a nova prioridade de suas forças era retomar a província de Idlib (noroeste) controlada pelos jihadistas e algumas facções rebeldes.

Mais de 350.000 pessoas morreram desde 2011 no conflito na Síria, que se tornou uma questão mais complexa com o envolvimento de outros países e grupos jihadistas em um território fragmentado.

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