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Correio Braziliense

Qualquer um fazendo negócios com o Irã não terá negócios com EUA, diz Trump

As sanções impostas pelos Estados Unidos para prejudicar a economia Iraniana entraram em vigor nesta terça-feira


postado em 07/08/2018 09:17 / atualizado em 07/08/2018 09:31

O presidente se manifestou sobre as sanções em sua conta no Twitter(foto: Scott Olson)
O presidente se manifestou sobre as sanções em sua conta no Twitter (foto: Scott Olson)
 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltou, na manhã desta terça-feira(7/8), que pretende fazer valer as sanções que entram em vigor contra o Irã. Segundo ele, nenhum país que estiver mantendo negócios com o país persa poderá fazer o mesmo com os americanos. Além disso, Trump disse que as sanções contra Teerã devem ser endurecidas em novembro.

 

"As sanções contra o Irã foram oficialmente lançadas. Elas são as mais duras sanções já impostas e em novembro serão levadas a outro nível", afirmou Trump em mensagem no Twitter. "Qualquer um que manter negócios com o Irã NÃO fará negócios com os Estados Unidos. Eu estou pedindo a PAZ MUNDIAL, nada menos!", escreveu.

 

O governo americano já havia anunciado ontem a entrada em vigor das sanções. Trump retirou os EUA de um acordo internacional que regula o programa nuclear iraniano, em troca da retirada de sanções econômicas ao país. Para o presidente americano, o acordo ainda em vigor não garante que o regime de Teerã seja impedido de buscar armas nucleares.

 

O Irã, por sua vez, critica a postura de Washington e afirma que tem cumprido sua parte no acordo e não busca armas nucleares. A União Europeia e outras partes envolvidas, como a Rússia, continuam a fazer parte do pacto, mas há o temor de que empresas de vários países, inclusive da Europa, evitem negócios com o Irã, diante do temor de perder contratos nos EUA.

 

Ontem, o bloco europeu anunciou uma norma voltada a "mitigar o impacto sobre os interesses de companhias da UE que fazem negócios legítimos com o Irã". A norma europeia veta o cumprimento das sanções americanas dentro da UE, a menos que a Comissão Europeia autorize expressamente esse cumprimento.

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