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Correio Braziliense

Trump diz que seu ex-advogado inventou acusações para ter acordo judicial

Segundo o presidente, Cohen "cedeu à pressão" dos investigadores e inventou acusações para conseguir um acordo judicial


postado em 22/08/2018 10:59 / atualizado em 22/08/2018 12:54

O presidente também aproveitou a declaração para elogiar seu ex-diretor de campanha, Paul Manafort, no twitter.(foto: Mandel Ngan/AFP)
O presidente também aproveitou a declaração para elogiar seu ex-diretor de campanha, Paul Manafort, no twitter. (foto: Mandel Ngan/AFP)
 
Washington, Estados Unidos - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta quarta-feira (22/8) seu ex-advogado Michael Cohen de ter "inventado" fatos para conseguir um acordo judicial depois de declarar-se culpado ante a justiça. Usando o Twitter, o presidente também elogiou seu ex-diretor de campanha, Paul Manafort, acusado na terça-feira (21/8) pela justiça.

Cohen "cedeu à pressão" dos investigadores, assegurou Trump, acusando o jurista de ter inventado fatos a fim de obter um acordo judicial. Segundo Trump, as infrações cometidas por Cohen às normas eleitorais "não são um delito", defendeu.

Por outro lado, Trump disse ter "um grande respeito por um homem corajoso" como Paul Manafort, em referência a seu ex-chefe de campanha considerado culpado por fraude bancário e fiscal. "Eu me sinto muito mal por Paul Manafort e sua maravilhosa família. Ao contrário de Michael Cohen, ele se negou a ceder - a inventar histórias a fim de obter um 'acordo', diz.

Na véspera, Cohen, advogado de Trump durante uma década, se declarou culpado de oito acusações e revelou que a pedido do atual presidente americano pagou pelo silêncio de duas ex-amantes do então candidato republicano em 2016.

Cohen, 51 anos, assumiu cinco crimes de sonegação fiscal entre 2012 e 2016, um de fraude bancária e dois delitos de violação da lei de financiamento de campanhas eleitorais. Paralelamente, um juri declarou culpado o ex-chefe de campanha de Trump, Paul Manafort.

O consultor político de 69 anos foi considerado culpado de oito das 18 acusações que pesavam contra ele, inclusive fraude fiscal, fraude bancária e omissão de declaração de contas bancárias no exterior. Nas 10 acusações restantes, o júri não chegou a um consenso para um veredicto, o que levou o juiz a declarar uma anulação parcial.

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