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Correio Braziliense

Governo argentino nega fracasso econômico e atribui crise a turbulências

Segundo chefe de Gabinete, Marcos Peña, a crise e a desconfiança dos mercados se deram pela história da Argentina nos últimos 70 anos, com sucessivos governos que não fizeram o suficiente para remediar problemas estruturais.


postado em 30/08/2018 11:40 / atualizado em 30/08/2018 12:27

Buenos Aires, Argentina - O governo de Mauricio Macri negou nesta quinta-feira (30/8) um "fracasso econômico" da Argentina e atribuiu a crise cambial a vulnerabilidades internas e turbulências externas, ao mesmo tempo que se comprometeu a avançar com as mudanças estruturais do país.

Segundo chefe de Gabinete, Marcos Peña, a desconfiança dos mercados vem da história da Argentina nos últimos 70 anos, com sucessivos governos que não fizeram o suficiente para remediar problemas estruturais. "Não estamos diante de um fracasso econômico. É uma mudança profunda, estamos bem encaminhados", disse na abertura do Conselho das Américas em Buenos Aires
  
Após a queda expressiva de 6,99% do peso argentino na quarta-feira (29/8), a moeda era negociada a 35,79 pesos por dólar no início da sessão de quinta-feira, uma desvalorização de 3,66% em relação ao fechamento da véspera, com uma baixa acumulada de 12% na semana.  "Somos o país que mais vezes violou os contratos internacionais no mundo, que mais vezes mentiu e enganou os demais e que demonstrou uma vez ou outra, até agora, que não está disposto a buscar o equilíbrio fiscal para depender de seus próprios recursos", admitiu o chefe de Gabinete.

Peña insistiu que o caminho adotado pelo governo Macri, desde que assumiu o poder em dezembro de 2015, é "de equilíbrio fiscal, de desenvolvimento e crescimento". E Atribuiu ainda as últimas turbulências cambiais às "vulnerabilidades estruturais" que foram expostas após os problemas surgidos, resultado de uma seca histórica que afetou o setor agrícola, principal gerador de divisas na Argentina, e de "uma mudança de contexto financeiro e comercial no mundo, fundamentalmente a partir das tensões entre Estados Unidos e China".

Neste sentido, Peña defendeu o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que concedeu um empréstimo de 50 bilhões de dólares a três anos, e que se mostrou disposto a acelerar as parcelas do auxílio financeiro. "Não há soluções mágicas, tem que ir pela verdade, completou.

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