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Correio Braziliense

Kremlin: Exército sírio se propõe a resolver o 'terrorismo' em em Idlib

Idlib é a última região síria que Damasco não controlada. Cerca de 60% da província está dominada pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS, formado por ex-membros da Al-Qaeda), e também há múltiplas milícias rebeldes.


postado em 04/09/2018 09:37 / atualizado em 04/09/2018 10:23

Cerca de 60% da província está dominada pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS, formado por ex-membros da Al-Qaeda), e também há múltiplas milícias rebeldes(foto: Nazeer AL-KHATIB / AFP)
Cerca de 60% da província está dominada pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS, formado por ex-membros da Al-Qaeda), e também há múltiplas milícias rebeldes (foto: Nazeer AL-KHATIB / AFP)
 
Moscou, Rússia - As Forças Armadas sírias "se dispõem a resolver" o problema do "terrorismo" na província de Idlib, último bastião rebelde na Síria - disse nesta terça-feira (4/9) o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov. "A situação em Idlib continua preocupando Moscou, Damasco, Ancara e Teerã", declarou Peskov à imprensa dois dias antes de uma cúpula tripartite entre Rússia, Turquia e Irã sobre a Síria.

Segundo o porta-voz formou-se um núcleo de terrorismo o que destabiliza a situação e configura uma ameaça as bases militares na Síria.  Segundo Moscou, da zona de Idlib, são pilotados dezenas de drones que ameaçam a base aérea russa de Hmeimim. "Sabemos que as Forças Armadas sírias se dispõem a resolver esse problema", acrescentou.

Na segunda-feira, o presidente americano, Donald Trump, advertiu Síria, Rússia e Irã sobre uma ofensiva em Idlib, estimando que uma operação nessa região poderia provocar "uma tragédia humana". Idlib é a última região síria que Damasco não controlada. Cerca de 60% da província está dominada pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS, formado por ex-membros da Al-Qaeda), e também há múltiplas milícias rebeldes.

Peskov não quis comentar as informações, segundo as quais aviões de guerra russos bombardearam Idlib nesta terça. O Ministério russo da Defesa também não se pronunciou. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), a aviação de guerra russa bombardeou várias zonas da província de Idlib, "depois de uma pausa de 22 dias".

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