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Correio Braziliense

México investiga caso de deputadas forçadas a renunciar

As deputadas foram obrigadas a renunciar por seus partidos políticos para serem substituídas por homens. Desde 2006, quando o México passou a adotar cotas de gênero nas listas eleitorais, alguns partidos estão fazendo com que mulheres renunciem aos cargos depois do pleito para favorecer homens.


postado em 11/09/2018 07:23 / atualizado em 11/09/2018 07:49

 
Cidade do México, México - O Instituto Nacional Eleitoral do México (INE) informou que enviará cinco conselheiros ao sudeste do estado de Chiapas para investigar o caso de 36 deputadas da região que foram obrigadas por seus partidos políticos a renunciar para serem substituídas por homens. A conselheira Adriana Favela disse durante uma reunião do departamento de igualdade de gênero do INE que a viagem servirá para avaliar que solução a autoridade eleitoral de Chiapas precisa tomar. 

Há quatro dias, o INE condenou energicamente os atos de violência política contra as mulheres no estado de Chiapas. Foram acusados de promover a prática o Partido Revolucionário Institucional (PRI), o Partido Verde Ecologista de México, a Nova Aliança, o Chiapas Unido e o Podemos Movimento Chiapas. 

De acordo com o INE, esses partidos forçaram uma série de renúncias de suas candidatas eleitas nos pleitos locais do último dia 1º de julho para que os postos sejam ocupados por homens.  O caso ficou conhecido como as "Manuelitas" em referência ao nome do governador de Chiapas, Manuel Velasco, que minimizou as denúncias das mulheres. 

Depois da pressão de órgãos eleitorais, atores políticos e organizações sociais, algumas mulheres decidiram ocupar os cargos obtidos nas urnas, contrariando as ordens dos partidos. 

O fenômeno não é novo no país. Desde 2006, quando o México passou a adotar cotas de gênero nas listas eleitorais, alguns partidos estão fazendo com que mulheres renunciem aos cargos depois do pleito para favorecer homens. 

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