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Correio Braziliense

Pastor americano condenado por ajudar grupos terroristas na Turquia é solto

O pastor evangélico Andrew Brunson foi considerado culpado, mas poderá voltar para os EUA por já ter cumprido a pena


postado em 12/10/2018 10:58 / atualizado em 12/10/2018 12:13

(foto: AFP)
(foto: AFP)
 

Um pastor evangélico americano, Andrew Brunson, foi considerado culpado por ajudar grupos terroristas na Turquia, mas como já havia cumprido tempo de condenação será libertado e poderá voltar aos Estados Unidos. Atualmente, Brunson estava em prisão domiciliar.

Um tribunal turco sentenciou hoje o americano a mais de três anos de prisão, mas o libertou por ele já ter cumprido pena. A libertação após dois anos de detenção e o retorno aos EUA retira o que tem sido um entrave para a relação do país com seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e especialmente com os EUA.

A libertação ainda é uma boa notícia para o presidente americano, Donald Trump, e seu Partido Republicano, que terão uma eleição legislativa pela frente no próximo mês. No Twitter, Trump comemorou: "O pastor Brunson acaba de ser solto, estará em breve em casa!", escreveu

Mais cedo, o presidente americano comentou que fazia orações pelo pastor, esperando que ele voltasse para casa em breve. Em mensagem anterior de hoje, Trump disse que vinha trabalhando duro no caso. .

Brunson foi detido em outubro de 2016, acusado de ajudar grupos terroristas. A prisão ocorreu em meio à ofensiva das autoridades turcas após uma tentativa de golpe em 2016. O presidente Recep Tayyip Erdogan superou a tentativa de golpe, mas passou a se voltar contra políticos, funcionários e jornalistas pelo país, acusando os supostamente ligados ao clérigo Fethullah Gulen, que segundo o governo turco está por trás da tentativa de derrubá-lo. Gulen vive nos EUA e nega envolvimento.

Brunson também disse ser inocente das acusações de terrorismo e espionagem e o governo Trump as qualifica como sem base. O caso dele é acompanhado com atenção especialmente por cristãos evangélicos nos EUA e tem sido apontado como prioridade para Trump e seu vice, Mike Pence. Fonte: Dow Jones Newswires.

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