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Correio Braziliense

Polícia alemã não exclui atentado em tomada de reféns em Colônia

Segundo a polícia, o homem alegou pertencer ao grupo Estado Islâmico (EI) durante a tomada de reféns em uma farmácia da estação


postado em 15/10/2018 17:55

(foto: Marius Becker/AFP)
(foto: Marius Becker/AFP)

A polícia alemã declarou nesta segunda-feira à noite que não exclui a possibilidade de um "atentado terrorista" após a tomada de reféns na estação ferroviária de Colônia, que terminou com três feridos além do agressor.

"A investigação explora todas as direções. Não excluímos um atentado terrorista", afirmou uma autoridade da polícia de Colônia, Miriam Brauns, durante coletiva de imprensa.

"Pode ter se tratado de uma tentativa de atentado que nós evitamos", declarou o chefe da polícia judiciária de Colônia, Klaus-Stephan Becker.

Segundo a polícia, o homem alegou pertencer ao grupo Estado Islâmico (EI) durante a tomada de reféns em uma farmácia da estação. Um documento de identidade de uma pessoa nascida na Síria em 1963 foi encontrado no local.

O incidente aconteceu na parte da tarde. Primeiro, o homem jogou um coquetel molotov em um restaurante fast food em uma galeria da estação de Colônia, uma das mais movimentadas do país com 280.000 passageiros por dia.

Uma pessoa passou mal ao inalar a fumaça liberada pelo artefato, enquanto uma outra, uma adolescente de 14 anos, sofreu queimaduras e precisou ser hospitalizada.

Em seguida, o agressor entrou em uma farmácia e fez uma mulher refém.

Ele carregava com ele um líquido inflamável e várias pequenas bombonas de gás amarradas, duas delas coladas na refém. O homem também estava armado.

Depois de evacuar a estação, isolar o bairro e entrar em contato com o sequestrador, as forças especiais finalmente interviram.

O autor do ataque "foi gravemente ferido durante a intervenção" policial, atingido por vários tiros. Após ser reanimado por socorristas, foi levado para o hospital e submetido a uma cirurgia.

A polícia declarou que optou por agir porque ele ameaçava incendiar a farmácia. Também tentou atear fogo na roupa da refém.

O homem não é conhecido como um islamita radical, mas, segundo a polícia, deu "indícios" que poderia ligá-lo a este movimento.

A Alemanha está em alerta em razão de vários ataques jihadistas realizados ou preparados nos últimos anos.

O mais grave, em dezembro de 2016, foi cometido por um tunisiano de 23 anos, Anis Amri, que matou doze pessoas.

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