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Correio Braziliense

China pede aos EUA que pensem duas vezes sobre o tratado nuclear

O presidente Donald Trump anunciou no fim de semana sua intenção de retirar seu país do tratado INF (Tratado de Forças Nucleares Intermediárias), assinado em 1987 com a União Soviética.


postado em 22/10/2018 09:59

O presidente Donald Trump anunciou no fim de semana sua intenção de retirar seu país do tratado INF (Tratado de Forças Nucleares Intermediárias)(foto: SAUL LOEB / AFP)
O presidente Donald Trump anunciou no fim de semana sua intenção de retirar seu país do tratado INF (Tratado de Forças Nucleares Intermediárias) (foto: SAUL LOEB / AFP)
 
Pequim, China - A China pediu nesta segunda-feira aos Estados Unidos "pensem duas vezes" antes de se retirarem do tratado sobre mísseis nucleares de alcance intermediário assinado com Rússia durante a Guerra Fria.

O presidente Donald Trump anunciou no fim de semana sua intenção de retirar seu país do tratado INF (Tratado de Forças Nucleares Intermediárias), assinado em 1987 com a União Soviética.

O tratado INF, que suprime o uso de toda uma variedade de mísseis entre 500 e 5.000 km de alcance, pôs fim à crise desencadeada na década de 1980, com o envio de SS-20s soviéticos com ogivas nucleares na Europa Oriental, e Pershing mísseis americanos na Europa Ocidental.

Donald Trump acusou Moscou de não respeitar o acordo "por anos". A China, que não participa do acordo, pode desenvolver sem restrições suas armas nucleares de alcance intermediário.

Um influente senador republicano, próximo de Trump, disse no domingo que a medida vai contrariar o desenvolvimento do programa nuclear da China. "É definitivamente uma boa decisão, os russos trapaceiam, e os chineses constroem seus mísseis", disse Lindsey Graham à Fox News.

"Falar da China nesta questão é algo completamente errado", declarou nesta segunda-feira Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

Hua Chunying disse esperar que "as partes envolvidas possam pensar duas vezes" antes de se retirar do tratado, que tem um papel importante na estabilidade mundial. 

"Uma retirada unilateral terá múltiplos efeitos negativos", acrescentou.

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