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Correio Braziliense

Pequim e Moscou desmentem acusação de grampear celular de Trump

A acusação foi feita em um artigo no New York Times em que o jornal afirmou que os serviços de espionagem chineses e russos ouviam as comunicações por celular do presidente americano Donald Trump


postado em 25/10/2018 11:27 / atualizado em 25/10/2018 11:35

Pequim, China - Pequim e Moscou negaram nesta quinta-feira (25/10) um artigo no New York Times em que o jornal afirmou que os serviços de espionagem chineses e russos ouviam as comunicações por celular do presidente americano Donald Trump. A China inclusive sugeriu que, se os americanos tiverem dúvida, o Trump poderia usar para maior segurança um celular de fabricação chinesa.

O New York Times, que cita fontes oficias anônimas, afirma que os serviços secretos chineses e russos ouvem as comunicações de Trump que utiliza um iPhone da Apple e com base nisso ajustam sua política em relação aos Estados Unidos.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, satirizou essa informação, estimando que "alguns não recuam ante nada para obter o Oscar de melhor roteiro". Como Trump costuma acusar o jornal, a porta-voz estimou que o artigo constitui "uma nova prova de fake news".

Dirigindo-se à administração Trump, a porta-voz acrescentou que, se os americanos temem que os telefones da marca Apple sejam ouvidos, "eles devem substituí-los por telefones Huawei", uma marca chinesa que se tornou a segunda marca mais importante do setor.

Por razões de segurança, as autoridades e militares americanas são proibidas de usar telefones Huawei. E se os Estados Unidos quiserem maior segurança, "devem parar de usar meios modernos de comunicação e cortar todos os contatos com o mundo exterior", sugeriu a porta-voz.

Em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, também questionou a credibilidade do New York Times e atribuiu essa informação "ao declínio dos padrões jornalísticos".

O New York Times não deu muitos detalhes sobre a suposta espionagem de Pequim e Moscou. Explicou apenas que as comunicações presidenciais foram interceptadas na rede de telefonia celular dos Estados Unidos.

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