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Correio Braziliense

Grupo de 300 migrantes salvadorenhos avança rumo aos Estados Unidos

Com bonés, casacos, mochila nas cosas e provisões, homems e algumas mulheres partiram, sob escolta policial, da praça El Salvador del Mundo, na zona oeste da capital


postado em 28/10/2018 15:35

Os migrantes, que seguem o exemplo da caravana de hondurenhos que saiu em 13 de outubro de San Pedro Sula, não deram ouvidos ao governo salvadorenho(foto: Marvin Recinos/AFP)
Os migrantes, que seguem o exemplo da caravana de hondurenhos que saiu em 13 de outubro de San Pedro Sula, não deram ouvidos ao governo salvadorenho (foto: Marvin Recinos/AFP)

 
San Salvador, El Salvador - Aproximadamente 300 migrantes saíram, neste domingo (28/10), de San Salvador em direção à fronteira com a Guatemala, com o objetivo final de chegar aos Estados Unidos em busca do "sonho americano", constataram jornalistas da AFP.

Com bonés, casacos, mochila nas cosas e provisões, homems e algumas mulheres partiram, sob escolta policial, da praça El Salvador del Mundo, na zona oeste da capital.

Os migrantes, que seguem o exemplo da caravana de hondurenhos que saiu em 13 de outubro de San Pedro Sula, não deram ouvidos ao governo salvadorenho, que na sexta-feira pediu que não colocassem suas vidas em risco viajando de forma ilegal.

"Somos um pouco mais de 300 pessoas, mas esperamos que, ao caminharmos em direção à fronteira, mais compatriotas se juntem a nós", disse à AFP Hernán Quinteros, de 48 anos, sargento na reserva.

Para Quinteros, que participou da guerra civil salvadorenha (1980-1992), é "doloroso" deixar seus três filhos, mas espera chegar aos Estados Unidos porque "é o país das oportunidades". 

"Um jovem passa até um ano à espera de um trabalho que nunca aparece, então parte em busca do sonho americano", disse Pablo Figueroa, 24 anos, que veio da cidade de Santa Ana para se juntar à caravana.

Figueroa, que canta em restaurantes, diz que vive de gorjetas, mas quer um emprego seguro que lhe permita "construir um projeto de vida".

Entre as mulheres do grupo está Lorena Cruz, uma mãe solteira de 38 anos que deixa para trás três filhos de 16, 12 e 10 anos, em busca de um futuro melhor para eles.

"Para mim é uma oportunidade (migrar) com a caravana. Viajar com 'coiote' custa muito dinheiro", confessa Lorena.

"Coiote" é o nome dado às pessoas que cobram para acompanhar e ajudar os imigrantes ilegais a atravessar a fronteira.

Um policial afirmou à AFP que eles têm a missão de "garantir a segurança" dos migrantes até a fronteira com a Guatemala.

Cerca de 2,5 milhões de salvadorenhos vivem nos Estados Unidos, a maioria deles já regularizados.

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