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Correio Braziliense

Executivo da Alphabet, dona do Google, deixa a empresa após acusação de assédio

Richard DeVaul pediu demissão nesta terça-feira, 30, depois que seu nome foi citado como executivo envolvido em um caso de assédio sexual no ambiente de trabalho


postado em 31/10/2018 15:59 / atualizado em 31/10/2018 17:44

Em um comunicado depois da publicação do The New York Times, o executivo pediu desculpas pelo que chamou de
Em um comunicado depois da publicação do The New York Times, o executivo pediu desculpas pelo que chamou de "erro de julgamento" (foto: David Cruy)
 

Richard DeVaul, diretor da divisão X, área de pesquisa e desenvolvimento tecnológico da Alphabet, dona do Google, pediu demissão nesta terça-feira, 30, depois que seu nome foi citado em uma reportagem do jornal The New York Times, como executivo envolvido em um caso de assédio sexual no ambiente de trabalho.


De acordo com o The New York Times, a engenheira de software Star Simpson, disse que uma semana após ter feito uma entrevista de emprego com DeVaul, o executivo a assediou no festival Burning Man, em Nevada, nos Estados Unidos em 2013 - ela afirmou que, à época, ainda não sabia que não seria contratada pela empresa. Segundo a reportagem, DeVaul chegou a pedir que ela tirasse a blusa para que ele fizesse uma massagem em suas costas.

Em um comunicado depois da publicação do The New York Times, o executivo pediu desculpas pelo que chamou de "erro de julgamento". Ele disse também que a divisão X decidiu não contratar a engenheira Star Simpson antes da data do festival, e afirmou que não sabia que ela não tinha sido informada.

Resposta

Na noite desta terça-feira, 30, o presidente executivo do Google, Sundar Pichai, mandou um e-mail aos funcionários, em resposta à má conduta da empresa com casos de assédio sexual, revelada pelo The New York Times. A reportagem citou histórias envolvendo três executivos, sendo que um deles foi o criador do Android, Andy Rubin - quando deixou a empresa em 2014 após ser acusado de assédio sexual por uma funcionária, o Google lhe pagou US$ 90 milhões na rescisão, segundo o jornal.

No e-mail, obtido pela Ars Technica, Pichai não negou as acusações da reportagem, pediu desculpas e disse ainda que a empresa precisa adotar uma linha mais dura quanto a comportamentos inadequados.

Protesto

O presidente executivo do Google também afirmou que vai apoiar o protesto que as funcionárias do Google estão planejando para esta quinta-feira, 1, em que vão se manifestar sobre o assunto.

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