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Correio Braziliense

Madri veta enterro de restos mortais do ditador Franco em catedral

A iniciativa tem como objetivo impedir que "um ditador continue ocupando um espaço público que se preste ao enaltecimento", alegou o governo


postado em 09/11/2018 08:45 / atualizado em 09/11/2018 10:08

(foto: AFP)
(foto: AFP)

O governo espanhol informou que não permitirá que os restos mortais do ditador Francisco Franco, morto em 1975, sejam enterrados na Catedral da Almudena de Madri, como pretendem seus parentes, quando forem retirados do monumento do Vale dos Caídos, nos arredores da capital. 


A iniciativa tem como objetivo impedir que "um ditador continue ocupando um espaço público que se preste ao enaltecimento", alegou o governo.

 

Entenda

 

Em agosto desse ano o governo socialista da Espanha aprovou um decreto para exumar o ditador Francisco Franco de um mausoléu, a decisão procou divergências políticas no país. Para concretizar a medida, que tem a oposição da família do ditador, o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez optou por um decreto-lei.

 

O objetivo era acabar com uma "anomalia democrática, um mausoléu de culto a um ditador", afirmou o porta-voz socialista no Senado, Ander Gil. O governo se apoia em uma proposta aprovada no Parlamento em maio de 2017, quando o governo era comandado pelo conservador Partido Popular, e que determinava a exumação.

 

Desde 23 de novembro de 1975, três dias depois de sua morte, o corpo do general Franco, vencedor da Guerra Civil (1936-1939), está no 'Valle de los Caídos". O local, um impressionante complexo a 50 km de Madri, tem uma basílica com uma cruz de 150 metros de altura.

 

O militar que governou o país de 1939 a 1975 está enterrado no altar da basílica sob uma laje sempre coberta por flores frescas, assim como o fundador do partido fascista Falange, José Antonio Primo de Rivera.



As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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