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Correio Braziliense

Donald Trump diz que China quer acordo comercial com EUA

Trump disse nesta sexta-feira (16) que a China está pronta para um acordo que suavize o conflito comercial com os EUA


postado em 16/11/2018 17:44

Embora não considera a oferta aceitável, Trump se disse otimista quanto a alcançar um acordo
Embora não considera a oferta aceitável, Trump se disse otimista quanto a alcançar um acordo "recíproco" para o comércio (foto: AFP)
 
Washington, Estados Unidos - O presidente Donald Trump disse nesta sexta-feira (16) que a China está pronta para um acordo que suavize o conflito comercial com os Estados Unidos, e Washington já não teria mais que impor tarifas.

Trump já impôs tarifas sobre 250 bilhões de dólares de importações chinesas, e ameaçou taxas outros 267 bilhões - o que englobaria praticamente tudo que a China vende aos Estados Unidos.

Produtores agrícolas e empresas se queixam dessas medidas de Washington porque afirmam que elevam os custos e lhes faz perder negócios e competitividade. 

"A China quer um acordo", informou Trump à imprensa na Casa Branca. "Enviaram uma lista de coisas que estão dispostos a fazer", acrescentou.

Embora não considera a oferta aceitável, Trump se disse otimista quanto a alcançar um acordo "recíproco" para o comércio. 

A lista apresentada pela China inclui 142 itens, entre eles "coisas que reclamamos. Outras não foram incluídas. Provavelmente, conseguiremos elas também", disse o presidente.

Seus comentários pareceram contradizer os de seu secretário de Comércio Wilbur Ross, que horas antes tinha dito que um acordo com Pequim é "impossível" antes do fim do ano.

Trump deve se reunir no fim do mês com o presidente chinês Xi Jinping quando ambos se encontrarão em Buenos Aires, onde participarão da cúpula do G20.

Ross disse que esses diálogos na Argentina podem servir como um marco para resolver a disputa entre as maiores potências mundiais. "Certamente, não teremos um pleno acordo formal perto de janeiro. É impossível", disse Ross, segundo a agência de notícias Bloomberg.

Janeiro é crucial porque é quando as tarifas de 10% sobre 200 bilhões de dólares de produtos chineses aumentarão para 25%.

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