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Correio Braziliense

EUA não têm 'conclusão definitiva' sobre morte de Khashoggi

Os Estados Unidos impuseram, nesta semana, sanções econômicas a 17 sauditas supostamente envolvidos no assassinato de Khashoggi


postado em 17/11/2018 19:55

(foto: FAYEZ NURELDINE / AFP)
(foto: FAYEZ NURELDINE / AFP)

 
Os Estados Unidos não chegaram a uma "conclusão definitiva" sobre a morte de Jamal Khashoggi, disse o Departamento de Estado neste sábado, após relatos de que a CIA teria determinado que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita era responsável pelo assassinato.

"Os relatos recentes que indicam que o governo americano chegou a uma conclusão definitiva são inexatos", indicou em um comunicado a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

"Persistem várias perguntas sem resposta em relação ao assassinato de Khashoggi. O Departamento de Estado continuará buscando todos os dados relevantes", acrescentou.

Nauert apontou que enquanto isso o governo americano "continuará consultando o Congresso e trabalhando com outras nações para fazer com que os envolvidos no assassinato de Jamal Khashoggi prestem contas".

Os Estados Unidos impuseram, nesta semana, sanções econômicas a 17 sauditas supostamente envolvidos no assassinato de Khashoggi, entre eles os principais assessores do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman. 

"Continuaremos explorando medidas adicionais para fazer com que os que planejaram, dirigiram ou estiveram conectados com o assassinato prestem contas. E faremos isso ao mesmo tempo em que manteremos a importante relação estratégica dos Estados Unidos com a Arábia Saudita", disse Nauert.

As declarações parecem contradizer relatos de imprensa segundo os quais a CIA concluiu que bin Salman encomendou o assassinato do jornalista em Istambul no mês passado. Khashoggi era muito crítico em relação ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita.

O jornal The Washington Post, que divulgou essa versão, disse que a CIA descobriu que agentes sauditas voaram em aeronaves do governo a Istambul e assassinaram Khashoggi no consulado saudita.

Khashoggi, colunista do jornal americano, foi ao consulado para obter documentos necessários para se casar com sua namorada turca.

A Arábia Saudita, que rapidamente rejeitou as supostas descobertas da CIA, mudou várias vezes seu relato oficial do assassinato, primeiro negando qualquer conhecimento sobre a localização de Khashoggi e depois indicando que ele foi assassinado em uma briga.

Segundo a última versão do procurador-geral saudita, 15 agentes foram a Turquia para trazer Khashoggi de volta ao país, mas a operação deu errado e ele foi maltratado, drogado e seu corpo "desmembrado".

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