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Correio Braziliense

Presidente da Colômbia pede procurador especial para escândalo da Odebrecht

O escândalo que envolve a investigação pelo caso Odebrecht na Colômbia e compromete o procurador-geral, requer que um procurador especial seja nomeado


postado em 19/11/2018 17:20

 
Bogotá, Colômbia - O escândalo que envolve a investigação pelo caso Odebrecht na Colômbia e compromete o procurador-geral, requer que um procurador especial seja nomeado para chegar "até o fundo" da rede de corrupção, disse nesta segunda-feira (19) o presidente Iván Duque.

Duque apoiou a proposta que começou a vir à tona uma série de revelações jornalísticas que sugerem que o chefe do órgão de investigação, Néstor Humberto Martínez, sabia de irregularidades que não relatava quando era advogado da Corficolombiana, sócia da Odebrecht na Colômbia. 

"Acho que será necessário (um promotor ad hoc). Primeiro, o procurador-geral da nação já se declarou impedido e indicou o vice-promotor, e o vice-promotor também está pedindo ad hoc", disse o presidente em uma entrevista à rádio RCN. 

Martínez afastou-se em abril de 2017 da investigação sobre o esquema de suborno que a construtora brasileira Odebrecht montou em troca da concessão de contratos para várias obras.

A multinacional reconheceu perante o sistema de Justiça americano que seguiu a mesma prática em 12 países, incluindo a Colômbia, onde os teria pago propinas de 32,5 milhões de dólares. 

O caso sofreu uma reviravolta dramática na Colômbia após a morte, em 8 de novembro, de um auditor do consórcio formado pela empresa brasileira em conjunto com a Corficolombiana local para a construção da milionária Ruta del Sol II, que liga o centro ao norte do país. 

Três dias depois, seu filho morreu envenenado com cianureto que bebeu de uma garrafa de água que encontrou na mesa de seu pai. Ambas as mortes estão sendo investigadas. 

Segundo os áudios registrados por Pizano e divulgados na imprensa após sua morte, o então advogado Martinez foi informado dos crimes que a Odebrecht teria cometido.

Na época, Pizano tinha relação pessoal e profissional com o atual procurador, que trabalhava como advogado do influente banqueiro Luis Carlos Sarmiento, dono da Corficolombiana.

"Que o país tenha plena certeza de que o que todos queremos é que se chegue ao fundo da verdade e que haja sanções exemplares para aqueles que estiveram por trás desse escândalo", disse o presidente.

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