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Rússia acusa Ucrânia de usar métodos perigosos no Mar Negro

No domingo, as forças navais russas capturaram dois navios de guerra ucranianos e um rebocador que Moscou acusa de terem entrado ilegalmente nas águas territoriais russas da Crimeia anexada. Kiev pediu a libertação de seus marinheiros, alguns dos quais ficaram feridos, bem como novas sanções contra a Rússia

Agência France-Presse
postado em 26/11/2018 11:14
O presidente da Ucrânia Petro Poroshenko liderou nesta segunda-feira (26/11) uma sessão do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia em Kiev, após um incidente no Mar Negro em Moscou
Moscou, Rússia - O ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, acusou nesta segunda-feira (26/11) a Ucrânia de usar métodos perigosos no Estreito de Kerch, um dia depois de um incidente sem precedentes que levou à captura de três navios ucranianos por parte das forças navais russas.

Lavrov disse que a Ucrânia violou os padrões internacionais com "métodos perigosos que criaram ameaças e riscos para o movimento normal de navios na área entre o Mar de Azov e o Mar Negro. Lavrov acrescentou que se tratou de uma provocação.

No domingo, as forças navais russas capturaram dois navios de guerra ucranianos e um rebocador que Moscou acusa de terem entrado ilegalmente nas águas territoriais russas da Crimeia anexada. Kiev pediu a libertação de seus marinheiros, alguns dos quais ficaram feridos, bem como novas sanções contra a Rússia.

Segundo o chanceler russo, Kiev violou "as principais disposições do direito internacional, não só marítimo", e também "a Carta da ONU, incluindo a convenção de 1982 sobre o direito do mar e outros textos do direito internacional".

Kiev e Moscou pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que será realizada nesta segunda-feira em Nova York. "Não temos ilusões, já que o Ocidente apoiou cegamente o [ucraniano Petro] Poroshenko e seu regime", disse Lavrov.

"Pedimos aos apoiadores ocidentais de Kiev que acalmem as pessoas que tentam ganhar pontos políticos com uma histeria militar", acrescentou, referindo-se às eleições presidenciais ucranianas que acontecem em quatro meses.

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