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EUA defendem posição de liderança frente a China, Rússia e Irã

O ex-chefe da CIA fez uma acusação violenta contra as ações da Rússia, da China e do Irã e denunciou os críticos que, em particular na Europa, acusam os Estados Unidos de minar as instituições globais

Bruxelas, Bélgica - O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, defendeu nesta terça-feira (4/12) em Bruxelas o desejo do presidente Donald Trump de devolver aos Estados Unidos o papel central de defensor de uma ordem mundial liberal ameaçada pela Rússia, China e Irã.

"Maus atores exploraram nossa falta de liderança para seu próprio benefício", afirmou ele em um discurso em um simpósio organizado pelo fundo alemão Ma;lrshall, um think tank, antes de se dirigir à sede da Otan para uma reunião de ministros das Relações Exteriores dos países da Aliança.

"Este é o fruto envenenado da retração americana, e o presidente Trump está determinado a inverter esta tendência", ressaltou.

O ex-chefe da CIA fez uma acusação violenta contra as ações da Rússia, da China e do Irã e denunciou os críticos que, em particular na Europa, acusam os Estados Unidos de minar as instituições globais. Ele pediu aos aliados dos Estados Unidos que se unam aos esforços de Donald Trump e questionar, "honestamente", se agências como as Nações Unidas e o Fundo Monetário Internacional realmente atendem aos interesses do povo.

"Os dois primeiros anos da administração Trump demonstraram que o presidente não enfraquece essas instituições e não desiste da liderança americana - é o oposto", disse ele.

"Procuramos unir as nações para construir uma nova ordem liberal que evite a guerra e garanta maior prosperidade para todos", assegurou.

"Toda nação deve reconhecer honestamente sua responsabilidade para com seus cidadãos e perguntar se a ordem atual serve aos interesses de seu povo da melhor maneira possível. Se a resposta for não, devemos nos questionar como podemos endireitá-la", acrescentou ele.

"É isso que o presidente Trump está fazendo: está devolvendo aos Estados Unidos o seu papel tradicional de líder central no mundo", concluiu.

Em seguida, Mike Pompeo homenageou a Otan, "uma organização indispensável" e confirmou ter convidado os chanceleres dos outros 28 países-membros para o 70; aniversário da Aliança em abril, em Washington.

"O presidente Trump quer que todos paguem sua justa contribuição, para que possamos nos defender", recordou. A Otan deve decidir na terça-feira (4/12) como reagir à agressividade apresentada pela Rússia.

Moscou implantou novos mísseis capazes de atingir cidades europeias em minutos, violando o Tratado sobre Armas Nucleares de Médio Alcance de 1987, do qual os Estados Unidos se retiraram em outubro, e provocou um confronto com a Ucrânia no Mar de Azov, onde sua Marinha capturou navios ucranianos e suas tripulações.