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Correio Braziliense

Número de trabalhadores migrantes cresce 9% em cinco anos, diz OIT

Em 2017, 164 milhões de pessoas eram trabalhadores migrantes no mundo, um aumento de 9% ante 2013, segundo a OIT


postado em 05/12/2018 16:15

Os 164 milhões de trabalhadores migrantes registrados em 2017 representam um aumento significativo em relação aos 150 milhões de 2013(foto: AFP)
Os 164 milhões de trabalhadores migrantes registrados em 2017 representam um aumento significativo em relação aos 150 milhões de 2013 (foto: AFP)
 
Genebra, Suíça - Em 2017, 164 milhões de pessoas eram trabalhadores migrantes no mundo, um aumento de 9% ante 2013, segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT, órgão da ONU) publicadas nesta quarta-feira (5).

No informe, a OIT revela que os trabalhadores migrantes representam 4,7% da força de trabalho mundial, e que a imensa maioria encontrou um trabalho nos países onde a renda é alta ou média.

O relatório, baseado em dados de 2017, define o trabalhador migrante como uma pessoa de mais de 15 anos que viajou a um país estrangeiro para buscar trabalho, ou alguém que já está no exterior e busca ou encontrou trabalho no país de destino.

Os 164 milhões de trabalhadores migrantes registrados em 2017 representam um aumento significativo em relação aos 150 milhões de 2013.

Os dados incluem refugiados que encontraram trabalho no país de acolhida, segundo a OIT. O total de migrantes cresceu de 232 milhões em 2013 para 277 milhões em 2017.

Manuela Tomei, diretora do departamento da OIT encarregado das condições de trabalho, indicou que as migrações não serão interrompidas e pediu para os países da ONU adotarem o pacto mundial dela sobre a questão, que deveria ser assinado em uma cúpula no Marrocos em 10 e 11 de dezembro.

De acordo com o relatório da OIT, 58% dos trabalhadores migrantes, cerca de 96 milhões de pessoas, são homens - um aumento de 2% em relação a 2013.

"Cada vez mais mulheres procurando trabalho migraram de forma autônoma das últimas duas décadas, mas as discriminações sofridas, muitas vezes por causa do gênero ou da nacionalidade, reduzem suas possibilidades de emprego nos países de destino em comparação aos homens", explicou Tomei.

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