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Correio Braziliense

Rússia mantém decisão de processar marinheiros ucranianos

Em 25 de novembro, a Rússia apreendeu três navios militares ucranianos com 24 marinheiros a bordo, no primeiro confronto militar aberto entre Kiev e Moscou desde a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014


postado em 07/12/2018 12:18 / atualizado em 07/12/2018 13:17

(foto: AFP)
(foto: AFP)
 
Milão, Itália - Os marinheiros ucranianos capturados pela Rússia no final de novembro em um confronto marítimo na costa da península da Crimeia, anexada por Moscou, violaram a lei e serão julgados, insistiu nesta sexta-feira (7/12) o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov.

"Violaram o direito internacional e as leis ao entrarem ilegalmente em águas territoriais russas", disse Lavrov em coletiva de imprensa em Milão, no norte da Itália. "Isso é crime em todos os países", acrescentou ele.

Em 25 de novembro, a Rússia apreendeu três navios militares ucranianos com 24 marinheiros a bordo, no primeiro confronto militar aberto entre Kiev e Moscou desde a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014.

O incidente ocorreu no Mar Negro quando as embarcações tentaram entrar no Mar de Azov através do Estreito de Kerch, perto da península da Crimeia.

Os marinheiros ucranianos, dos quais pelo menos três ficaram feridos no confronto, foram enviados para a Crimeia e posteriormente levados para Moscou.

De acordo com seu advogado, foram acusados de cruzar ilegalmente a fronteira e correm o risco de uma sentença de seis anos de prisão. "Quando a investigação terminar, um julgamento será realizado", explicou Lavrov.

"E quando a sentença for proferida (...), poderemos discutir como fazer para que seu destino seja menos doloroso ou chegar a um acordo sobre medidas concretas a tomar", disse ele. 

Os ministros das Relações Exteriores do Canadá, Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, bem como o alto representante da União Europeia, pediram no final de novembro a "libertação da tripulação e dos navios detidos".

Em uma declaração conjunta, expressaram sua "profunda preocupação" e advertiram que o incidente "aumentava perigosamente as tensões" na região. bur-kv/eg/mr

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